No mundo corrido de hoje onde as mulheres têm multifunções, com a chegada da maternidade, um acessório tem ganhado uma atenção especial no mundo materno - o Carregador de bebê.

A facilidade que seu uso oferece tem feito muitas mamães optarem por esse tipo de acessório para não só passearem com o bebê, mas irem as compras, cozinhar, limpar a casa e até trabalhar.

Existem diversos tipos de carregadores, mas os mais indicados pelos profissionais da área são o sling e o mei tai evolutivo.

Benefícios e Vantagens e vantagens no uso do Sling


São muitas as vantagens que o uso do sling ou mei tai evolutivo oferecem entre elas:

  • aproximar e incentivar o vínculo maternal,
  • ajudar a manter a temperatura certa do bebê,
  • deixar o bebê calmo,
  • ajudar na hora de realizar suas atividades diárias como compras e passeios,
  • oferecer mais segurança para mãe e bebê, pois proporciona proteção, além de conforto para ambos.


Como você pode ver os benefícios são vários sendo muito útil e prático. Sem dúvida agrega a praticidade que a mamãe busca. Sabendo usar torna tudo muito mais fácil para ela e o bebê.

Forma certa de carregar o bebê – Como usar o sling


Porém, na prática muitas vezes o uso do carregador não garante o conforto e segurança da criança se for feito de forma incorreta.

Por isso, não basta apenas encaixar a criança no sling e sair com ela para passear. É necessário entender o jeito certo de usar para não prejudicar a postura do bebê. Entre as contraindicações a mais importante é a de não carregar o bebê de costas para a mãe e de frente para o mundo.

Segundo Deborah Santana (especialista em carregadores ergonômicos) há detalhes que as mamães devem observar e fazer na hora de prepararem a criança no sling ou mei tai.

A falta desse entendimento tem prejudicado muitas crianças. A forma errada afeta todo o corpinho do bebê incluindo a coluna e quadris.

“A parte superior das pernas do seu bebê deve ser puxado até pelo menos o nível do quadril, e não superior. Isto só é possível se o tecido em um porta-bebê cobre toda a parte de trás da coxa até parte de trás do joelho, ou se o transportador tem apoio para os pés. Quando o bebê está virado para a frente com as pernas sem suporte, não é que suas pernas estão simplesmente balançando – a sua coluna e quadris são suportados também, e não há simplesmente nenhum lugar para o bebê “sentar”, explica.

A mamãe também deve pensar no próprio conforto na hora de carregar o bebê. Quando ele fica virado para ela com as perninhas e bracinhos de frente com ela, a postura do bebê fica ereta e da mamãe também. O que não acontece quando o bebê está virado para frente, pois o peso acaba fazendo com que a mamãe se encurve de acordo com Deborah.

Por isso, agir de forma correta na hora de colocar a criança no sling é tão fundamental quanto necessário para a boa saúde da mamãe e do bebê que também é prejudicado se não é ajustado nesse suporte corretamente. “Estendendo a parte de trás (como espreguiçar-se depois de acordar), não é prejudicial ou “ruim” por si só. O problema surge quando você comprimir a cavidade lombar sob uma carga. Colocar uma criança em um portador de frente estica a curva naturalmente arredondada de sua coluna. Com nada para se agarrar, músculos abdominais fracos e ombros retraídos, a pélvis da criança se inclina para trás e é forçada a não apenas carregar o peso de seu próprio corpo, mas também absorver a força de cada passo que o usuário dá, comprometendo sua pequena coluna”, esclarece.

Além disso, não é certo colocar pressão sobre a virilha, pois o resultado pode causar irritação nas coxas, principalmente nos meninos. Por isso, a dica é nunca optar por esse jeito de transporte. A criança é apta a desfrutar do passeio mesmo sendo carregado de frente para a mamãe.

 
mãe carregando filho no colo
Deborah Santana carregando sua filha caçula Chloe no Mei Tai Evolutivo em passeio com o mais velho Lorenzo.



Para a criança a posição correta no sling não interfere na sua atenção, na vista durante o trajeto e o melhor aproveito disso durante o passeio. Além, dela ter o contato direto da mamãe por estar de frente com ela e a mamãe a atenção devida por estar o tempo todo com o olhar na criança.

Outro detalhe está na cabeça e no pescoço do bebê ao ser transportado de forma incorreta no sling. Deborah explica mais sobre esse cuidado. “Asfixia posicional é possível quando os bebês não têm controle do pescoço e seu queixo cai em direção a seu peito. Bebezinhos nunca devem ser colocados em uma posição que pode comprometer as suas vias respiratórias. A Comissão responsável pela segurança dos produtos consumidos dos Estados Unidos, aprovou recentemente uma lei em que os rótulos de advertência de transportadores para a frente, devem indicar que os bebês não devem ficar para fora até que o controle adequado da cabeça / pescoço for alcançado. A lei não se aplica a crianças dormindo, mesmo que eles não tenham controle de seus pescoços e cabeças enquanto cochilando”, esclarece.

A posição flexionada que um bebê assume no peito de sua mãe, quando de frente para ela, é mais eficiente na conservação de calor do que quando o peito está exposto. O bebê também tem mais células de gordura (isolamento) do lado de trás do que na frente.

Também ao carregá-lo virado para frente torna mais difícil responder os estímulos do bebê. Sem contato visual é mais difícil de se interagir com ele, verificar suas vias aéreas e perceber suas necessidades. De acordo com estudos até mesmo quando a criança está no carrinho virada de frente interfere na capacidade interativa.

De acordo com Deborah essa posição tira o centro de gravidade do bebê e pode não ser tão maravilhoso em sua volta também. “Na maioria das vezes os dedos indicadores do usuário ficarão fora para o bebê agarrar e estabilizar-se, ou o usuário vai tentar apoiar as pernas do bebê levantando-as na frente. Sem banco e nada para agarrar a sua frente é difícil para o bebê não arquear as costas sob o peso de seu próprio corpo. E para o usuário, carregar uma carga com uma espinha arqueada vai lhe dar dor nas costas. Transportar o bebê virado para a frente não é a melhor opção. Abraçando seu bebê, ou tê-lo abraçado a você, é o que bebê está adaptado a fazer naturalmente”, finaliza.

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Artigo escrito por Eliane Honorato - Jornalista, formada na PUC-Campinas, possui experiência como correspondente internacional, repórter em mídias impressas e digitais. É assessora de imprensa no e-commerce Petit Papillon Bebê & Criança.
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*Todo o conteúdo contido neste artigo é de responsabilidade de seu autor, não passa por filtros e não reflete necessariamente a posição editorial do Portogente.

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