Começou ontem (24) e prossegue até quinta-feira (26) o Exercício de Segurança Física Nuclear em Porto (ESFPORTO – 2020), que este ano tem como sede o Porto do Rio de Janeiro. A atividade é coordenada pelo Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI /PR), Órgão Central do Sistema de Proteção ao Programa Nuclear Brasileiro (SIPRON). O objetivo é avaliar a capacidade de pronta-resposta dos órgãos e entidades envolvidos diante de uma emergência nuclear em áreas portuárias, testar a efetividade dos protocolos e promover a interação entre os participantes.

A cerimônia de abertura, que aconteceu na Superintendência Regional da Polícia Federal no Rio de Janeiro, contou com a presença de diversas autoridades civis e militares. Representando a Companhia Docas do Rio de Janeiro (CDRJ), estiveram presentes o diretor administrativo-financeiro, Indalecio Castilho Villa Alvarez, o superintendente da Guarda Portuária, José Tadeu Diniz, a superintendente de Meio Ambiente e Segurança do Trabalho, Gabriela Campagna, a gerente de Segurança do Trabalho, Jussara Mendes, além de membros das referidas equipes.

Para o superintendente da Guarda Portuária, José Tadeu Diniz, o exercício também se constitui numa oportunidade para o aprimoramento da gestão de risco: “Por meio dessa atividade, podemos identificar vulnerabilidades, conhecer as ameaças e adotar as boas práticas de prevenção. Sabemos que o risco de acidentes dessa natureza é muito baixo, mas devemos estar sempre preparados, porque as consequências seriam desastrosas para a população, o meio ambiente e a economia”.

A ação, realizada em coordenação com a Comissão Nacional de Segurança Pública nos Portos, Terminais e Vias Navegáveis (CONPORTOS), com o apoio da CDRJ e da Marinha do Brasil (MB), envolve dezenas de profissionais de 30 organizações, incluindo as Forças Armadas, as Instituições Policiais, e empresas como as arrendatárias dos terminais de contêineres do Porto do Rio de Janeiro - MultiRio e ICTSI Rio.

O Exercício é elaborado a partir de requisitos para salvaguardar o transporte de material nuclear ou radioativo pelos modais terrestre e marítimo, estabelecidos pela Organização Marítima Internacional (IMO, na sigla em inglês) e pela Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), das quais o Brasil é membro.

Para o Exercício, será criado um cenário simulando incidentes no transporte de material nuclear/radiológico no Porto do Rio de Janeiro, incluindo etapas como a aproximação do navio, os preparativos para desembarque, para o transporte terrestre e a saída do porto. Serão realizadas também simulações de controle de emergência.

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