Engana-se quem acredita que cardiopatias acometem apenas humanos. Os animais também podem passar por esse mal. Veja como acontece e como tratar.

As doenças crônicas são amplamente conhecidas pelos brasileiros. De alguma forma, conhecemos alguém que já sofreu por doenças cardiovasculares, doenças respiratórias crônicas (bronquite, asma, DPOC, rinite), câncer, hipertensão, enfermidades metabólicas e diabetes.

Mas você sabia que elas também acometem os cachorros? Isso mesmo. Infelizmente esse mal também ocorre nos animais, fazendo com que muitos percam a sua vida em decorrência da doença.

Na maioria dos casos, está relacionado à dieta animal, que, sem o balanceamento ou qualidade adequados, podem causar excesso de peso, aumentando a probabilidade da cardiopatia.

O melhor é que a doença crônica possui tratamento, no qual o cãozinho passa por alguns exames prescritos por veterinário de segurança — que abordaremos melhor mais adiante. No entanto, um acompanhamento regular é imprescindível.

Quer saber um pouco mais sobre a cardiopatia e como ela acomete os animais? Neste artigo, separamos alguns tópicos importantes para sanar dúvidas. Leia com atenção e perceba possíveis sinais que os cachorros podem emitir. Continue a leitura para descobrir mais:

Afinal, o que é cardiopatia?

Nos humanos, a cardiopatia pode ser entendida como uma doença crônica causada por anomalias na estrutura e também função do nosso coração, podendo surgir na gestação do bebê, logo nas oito primeiras semanas. Acontecendo justamente por uma alteração no desenvolvimento da estrutura cardíaca.

Os primeiros sintomas logo nos primeiros meses de vida são:

-coração acelerado;

-baixo peso e falta de apetite;

-palidez;

-suor em excesso;

-respiração rápida;

-batidas cardíacas aceleradas.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Cardiologia, por ano, no Brasil mais de 28 mil crianças nascem com essa complicação. Na grande maioria dos casos é necessária uma cirurgia na área, evitando que o fluxo sanguíneo seja prejudicado.

Nos animais a cardiopatia é parecida, também com alterações e irregularidades no coração. O animal pode nascer com a doença crônica, mas também pode desenvolvê-la no decorrer da vida.

Os principais motivos são: idade avançada, obesidade, sedentarismo; má alimentação e predisposição genética. Ou seja, alguns fatores podem acontecer por uma rotina desregrada, tanto por parte do próprio animal (quando vivem nas ruas) ou também dos donos que, ao mimá-los, acabam criando hábitos nada saudáveis.

Existem algumas variações da doença nos animais, sendo elas:

-Cardiomiopatia hipertrófica: quando a musculatura do ventrículo aumenta e não relaxa, causando acúmulo de sangue na câmara;

-Doença mixomatosa valvar: essa é mais comum nos animais idosos, sendo causada pela degeneração das válvulas do coração;

-Cardiomiopatia dilatada: ocorre quando há um aumento das câmaras cardíacas, o que, consequentemente, deixa o coração mais fraco, pois diminui a força de contração.

Quando falamos em sintomas, os principais são: anorexia, falta de ar, apatia, fadiga, língua arroxeada, tosse seca, emagrecimento e possíveis desmaios. Os animais não costumam demorar para demonstrar esses sinais quando a cardiopatia está avançando, por isso, é sempre bom estar alerta.

Como ocorre o tratamento?

Inicialmente é necessário realizar um diagnóstico. O veterinário, através dos resultados de exames, deve ser o profissional a realizar esse procedimento, que requer muito cuidado.

Nas consultas iniciais, alguns indicativos serão elencados para indicar se é ou não cardiopatia, sendo: obesidade, temperatura (quando está extrema pode ser sinal de cardiopatia; o mesmo ocorre no contrário, quando o animal está muito gelado) e o estresse do animal.

Se for constatada, a cardiopatia costuma ter um tratamento de médio a longo prazo. Muitos deles envolvem uma medicação específica e a necessidade de trocar a rotina do animal, incluindo alimentos saudáveis e a realização de atividades físicas regulares.

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*Todo o conteúdo contido neste artigo é de responsabilidade de seu autor, não passa por filtros e não reflete necessariamente a posição editorial do Portogente.

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