A Aliança Navegação e Logística, líder no transporte de cabotagem, acaba de promover Dieinielle Moraes de Souza como sua 1ª Chefe de Máquinas. Dieinielle começou sua carreira na Aliança em 2011, como 2º Oficial de Máquinas, a bordo do navio Aliança Santos. Promovida a 1º Oficial, atuou nas embarcações Sebastião Caboto e Américo Vespúcio.  Já como Chefe de Máquinas, ela irá comandar a equipe do Navio Bartolomeu Dias.

Mineira de Juiz de Fora, ela sempre esteve atenta aos passos do irmão, que é militar na Aeronáutica. Entre seguir a carreira do irmão ou seu sonho de trabalhar com máquinas, ela escolheu a Escola de Formação de Oficiais da Marinha Mercante (EFOMM) para se tornar uma Oficial de Máquinas. “Sempre gostei de mecânica. Quando fui para a escola no Rio de Janeiro, já sabia que queria mexer com máquinas, mas no curso ainda não tínhamos muita noção da prática da profissão. Quando fui para a Praticagem, tive ainda mais certeza do que eu queria”, comenta.

Para chegar até aqui, Dieinielle sempre teve muito apoio da família. Com uma escala de trabalho de 56x56, ou seja, 56 dias em terra e 56 no mar, a Chefe de Máquinas utiliza seu tempo de folga para estar com a família e ajudar o marido, com quem atua na administração de uma franquia da área de beleza.  “Meu marido toma conta de tudo quando não estou por aqui. A família é muito importante para nós que passamos muito tempo no mar. Perdi meu pai ainda quando estava na praticagem, por isso aproveito cada segundo da minha folga com as pessoas que amo”.

O primeiro Comandante a trabalhar com Dieinielle na Aliança foi o Cmte Souza, que atualmente está à frente do Navio João de Solis. Ele comenta que Dieinielle sempre foi dedicada e se destacava entre os demais. “Ela nunca teve medo do trabalho, arregaçava a manga e fazia tudo certinho. Sempre foi muito atenta e empolgada com o trabalho, além de ter um conhecimento técnico incrível. A partir de agora, ela terá mais reponsabilidades, mas isso não será um problema para ela”.

Sobre ser uma mulher em uma profissão onde os homens predominam, Dieinielle diz que já provou que consegue trabalhar igual ou melhor que qualquer homem. “Na Aliança sempre tive oportunidades, independente de ser mulher ou não. Temos que respeitar todos dentro da equipe. Aqui ninguém trabalha sozinho e nunca tentei comparar minha força física com eles. Quanto às técnicas, eu não perco para nenhum deles”, explica. Sobre a promoção, ela complementa: “Conheço muitas mulheres com cargos importantes dentro da Aliança. Ter sido escolhida foi muito importante para mim”.

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