A conversa surgiu em Brasília, ancorou em Vitória e estremeceu todo o setor portuário brasileiro. A privatização das companhias docas está na pauta do Governo Temer, sedento por reformas. O teste para ampliar as privatizações, a princípio, deve iniciar pela Companhia Docas do Espírito Santo (Codesa), que administra os portos de Vitória e Barra do Riacho. O plano do comando federal é ceder áreas públicas da União para implantação de instalações portuárias exploradas sob o regime de autorização e localizadas fora da área dos portos. A Codesa foi selecionada por ser a única companhia docas que não apresenta passivos financeiro e trabalhista. “Isso torna o processo mais fácil e é mais atraente para a iniciativa privada”, disse o secretário da Coordenação de Projetos da Secretaria Especial do Programa de Parceria de Investimentos do Governo Federal, Tarcísio Gomes de Freitas.

codesa

Moeda de troca - A administração portuária no Brasil sempre sofreu com as mudanças implantadas pelo governo em vigor. Não há uma definição clara sobre como devem ser administradas as companhias que regem os portos. As metas e a forma de trabalho variam de acordo com o pensamento das pessoas que estão na administração, causando grande insegurança jurídica. Para piorar, o comando dos portos é moeda política para negociar com os caciques dos principais partidos políticos.

Sabe de nada, inocente - Sem surpresas no leilão à iniciativa privada no Porto do Rio de Janeiro. Conforme aqui apontado pela Radar Global, a Bunge Alimentos irá assumir o espaço para abastecer sua moderna unidade em Duque de Caxias. Em parceria com a M. Dias Branco Indústria e Comércio de Alimentos, a Bunge terá que investir R$ 93,1 milhões em obras de modernização e ampliação do terminal, como a construção de um armazém com capacidade estática de 35 mil toneladas. Com uma área de 13.453 m², o terminal deverá ter uma movimentação mínima de 682 mil toneladas já a partir do terceiro ano do contrato, atingindo 918 mil toneladas no vigésimo quinto ano. O valor do contrato alcança R$ 515,797 milhões, e o prazo do arrendamento é de 25 anos, prorrogável por igual período. É importante que a unidade da empresa tenha um local para receber a mercadoria com que trabalha, mas ficou claro que o leilão foi organizado para atender aos interesses da corporação.

 

Blitz financeira - Anunciado nesta quinta-feira (26), o aumento dos juros do cheque especial e do cartão de crédito rotativo pelos bancos apenas contribui para piorar a economia brasileira. Com menos crédito na praça, o brasileiro consome menos e a consequência é quebrar boa parte das propriedades do empreendedores. Os bancos tomam iniciativa para lucrar com a dívida dos cidadãos e inflam os preços de mercadorias e imóveis de forma que o dinheiro para consumir produtos e serviços acaba rarefeito. Essas ações detonam a economia e acabam por piorar o cenário financeiro.

Navios na Terrinha - Em Portugal, o Porto de Setúbal, ao Sudoeste do país, aumenta a movimentação de cargas, especialmente pela proximidade com portos do Oceano Atlântico. No primeiro trimestre deste ano de 2017, a administração comemora o crescimento de 9% em relação ao mesmo período de 2016, com destaque para 45% de alta para as cargas movimentadas em embarcações Roll-On/Roll-Off.

Caminho livre - Após muito reivindicar, empresários e administradores do Rio Grande do Sul finalmente conseguiram resposta positiva do Governo Federal para a duplicação da BR-116 no estado. R$ 92 milhões foram liberados para investimento em uma das principais vias entre a produção gaúcha e os terminais de contêineres da região Sul. A ampliação da rodovia irá facilitar o escoamento das mercadorias fabricadas na Grande Porto Alegre até o Porto do Rio Grande, o principal do Cone Sul brasileiro.

br116

Boca do gol - O Porto de Oakland, na costa do Pacífico do Estados Unidos, comemora o crescimento da comercialização de mercadorias em contêineres. A intensa atividade no local se diferencia da crise constatada nos demais portos do Pacífico. O comércio é negociado com outros países americanos e com a Ásia, em especial commodities cultivadas em cidades vizinhas.

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