A BR-163 é um rodovia federal que corta, de forma longitudinal boa parte do território brasileiro. Tem início em Tenente Portela, no Rio Grande do Sul, passa pelos estados de Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, até desaguar em Santarém, importante polo portuário do Pará e próximo à fronteira com o Suriname.

A rodovia é um importante corredor para o escoamento do agronegócio brasileiro, ligando o Centro-Oeste a estados com importantes portos graneleiros, como o Paraná e o Pará. A conservação da BR-163, no entanto, é péssima. Repleta de congestionamentos causados pelos burcados encontrados nos trechos do estado do Mato Grosso e pelos atoleiros no Pará.

A extensão total da BR-163 é de 3.467 quilômetros e tem interseções com outras 12 rodovias federais.

A estrada atravessa uma das áreas mais ricas do país em recursos naturais e potencial econômico. Importantes bacias hidrográficas, como a dos rios Amazonas, Xingu e Teles Pires-Tapajós também estão ali. Hoje, ela é rota para a degradação da Amazônia. A rodovia foi aberta nos anos de 1970 pela ditadura militar para integrar a Amazônia à economia nacional, mas atualmente ela é um os principais vetores de desmatamento da Amazônia.

Em Mato Grosso, a BR-163 é apontada como alternativa para ligar Mato Grosso aos portos do Arco Norte. De acordo com levantamentos da Aprosoja, isto possibilitaria queda nos preços do frete na ordem de 35% a 40%.

Trechos da rodovia estão sendo concedidos à iniciativa privada, visando duplicação e melhorias nas condições de tráfego. Em 17 de dezembro de 2013, um trecho de 847 quilômetros da BR-163 foi leiloado ao grupo CCR, que administra importantes rodovias como a Nova Dutra, a AutoBAn e a Ponte Rio-Niterói. O Grupo CCR venceu a disputa ao ofertar uma tarifa de R$ 0,04381 por quilômetro, o que significa um deságio de 52,74% sobre a tarifa máxima permitida pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

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