Consiste em criar grandes carregamentos a partir de vários outros pequenos. Resulta em economia de escala no custo dos fretes. É preciso um bom gerenciamento para utilizar este método, pois é necessário analisar quais cargas podem esperar um pouco mais e serem consolidadas. Se mal executado, compromete a qualidade do serviço de transportes, pois gerará atrasos.

 

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Outros Conceitos

 

Tecnicamente, a consolidação de cargas consiste no agrupamento, por um agente de cargas, de vários embarques, de um mesmo embarcador ou de diversos, para um mesmo destino, final ou para redistribuição, com o intuito de beneficiar, pelo agrupamento, com o menor nível tarifário aplicável para o peso total do despacho.

Ou seja, como as tarifas aéreas existem em níveis cujos valores diminuem à medida que o peso aumenta, quanto maior o peso agrupado menor será a tarifa por kilograma a cobrar.

A consolidação somente pode ser feita entre agentes.

O destino final do MAWB pode ser diferente do destino final do HAWB, a fim de permitir agrupamento de cargas em rotas principais cuja redução de preço beneficiará apesar dos custos adicionais de re-despacho.

Atualmente, a consolidação tem outras componentes que alteraram sua concepção técnica original: veja você que uma tarifa de frete para ser estabelecida implica na definição de custos para sua realização. Estes custos são:

  • Custo de pessoal habilitado para venda, aceitação e emissão de documentos de carga;
  • Custo de controle e administração da carga (reserva e sistemas de controles de embarque, transferência, contábil e financeiro);
  • Custo de comunicação;
  • Custo de manuseio e preparação de embarque;
  • Custo de taxas e tarifas aeroportuárias;
  • Custo de seguro;
  • Custo de transporte aéreo:
  • Custo de pessoal habilitado para recebimento e conferência de documentação e processamento burocrático;
  • Custo de investimento em amortização, manutenção e reserva para renovação de equipamentos e frota;
  • Custo de remuneração de agente;
  • Lucro da operação.

Claro, aqui dissecamos exageradamente a composição de um frete. Mas imaginemos o espaço em computadores que ocupam milhões de embarques simultaneamente tratados, imagine o gasto em telecomunicações que é gerado pela transmissão desses dados, todo o pessoal de terra envolvido nas diversas etapas de cada embarque (alfândegas, bancos centrais, autoridades policiais, autoridades sanitárias), a fortuna que custam os aviões e sua manutenção. Aviação é uma indústria que gira capitais bilionários, mas têm uma rentabilidade muito reduzida.

Assim, à medida que as companhias aéreas podem se ocupar mais dedicadamente ao seu objetivo principal, que é operar aviões em vôos, escalas e manutenção, o custo dessa operação é otimizada. Reduzindo pessoal em níveis próximos a 50% em relação à década passada, as companhias aéreas ainda assim têm manuseado embarques aéreos que vêm crescendo nesta década em ritmo de 8,6% ao ano, com uma projeção de 6,6% ao ano nos próximos 15 anos.

Esse feito tem contado com a transferência a terceiros de muitas dessas funções. Entre esses terceiros, está o agente de cargas, com redução de tarefas para a companhia aérea que em muitos casos limita seu trabalho a transportar a carga embarcada, desembarcá-la e ocupar seus sistemas com o mínimo de informações sobre o despacho.

Graças a isto, e como incentivo ao aperfeiçoamento e fortalecimento de seus agentes, tarifas de frete cujos custos componentes são reduzidos, são negociadas. Com esta ferramenta em mãos, a consolidação torna-se cada vez mais utilizada, chegando a um volume de 92% das cargas transportadas hoje pelas 5 maiores companhias americanas.

 

Fonte ( http://www.transuno.com.br/consolidacao.htm )

 

Formas de Consolidação de Cargas

 

De acordo com Ballou (2001), a consolidação de cargas pode ser alcançada de quatro maneiras:

  • Consolidação do estoque: é criado um estoque dos produtos a partir do qual a demanda é atendida. Isto permite embarques maiores e até cargas completas de veículos.
  • Consolidação do veículo: quando as coletas e as entregas envolvem quantidades incompletas de veículo, mais de uma coleta ou entrega é colocada no mesmo veículo de modo a alcançar um transporte mais eficiente.
  • Consolidação do armazém: a razão fundamental para armazenar é permitir o transporte de tamanhos grandes de embarque sobre distâncias longas e o transporte de tamanhos pequenos de embarque sobre distâncias curtas. Um armazém usado para operações de desmembramento de volumes, tipo break bulk ou cross docking, são exemplos.
  • Consolidação temporal: neste caso, os pedidos dos clientes são atrasados de modo que embarques maiores possam ser feitos, em vez de vários embarques pequenos. Economias no transporte também podem ser obtidas por meio da roteirização melhorada dos embarques.
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