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Vitoria Codesa 3Luis Claudio Santana Montenegro, presidente da Companhia Docas do Espírito Santo (Codesa), administradora do Porto de Vitória, em entrevista ao Portogente durante a Feira Intermodal, declarou-se otimista quanto ao cenário do setor logístico no Brasil.

Montenegro foi responsável pela elaboração do Plano Nacional de Logística Portuária (PNPL) dos 34 portos brasileiros e capitaneou os projetos de inteligência logística portuária do Governo Federal no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), entre eles, os projetos Porto Sem Papel, o sistema de gerenciamento de tráfego marítimo e outros sistemas de aprimoramento da gestão de autoridades portuárias.

É com propriedade que ele afirma que o transporte não é um negócio que se constrói da noite para o dia e que o horizonte é promissor. “As ações de transporte sempre andam à frente de seu tempo. Falar do Porto de Vitória, por exemplo, é pensar num horizonte de 20 anos. Os contratos de arrendamento são de 25 anos, mais 25. É um horizonte de 50 anos. Numa crise, cai a movimentação portuária e transporte rodoviário, mas nada para, pois todos pensam a longo prazo”.

Ele lembra os dados apresentados pelo ministro da Secretaria Especial de Portos (SEP), Helder Barbalho, na abertura da feira, quanto à expectativa de um crescimento sustentado de cerca de 6% ao ano nos próximos 30 a 40 anos. “A expectativa é que, até 2043, esse crescimento vá dobrar a movimentação. Todos pensam em expansões e sabem que, no longo prazo, o país crescerá bastante”, reforça o presidente da Codesa.

Vitória
O Porto de Vitória é exemplo disso. Várias medidas prometem garantir novos mercados, atualmente movimentados pelos terminais Cais de Vitória, Companhia Portuária de Vila Velha (CPVV), Terminal de Vila Velha (TVV), Capuaba, Peiú, Paul/Codesa e Flexibrás.

Conforme Montenegro, além de recentes expansões, este ano o projeto de dragagem será concluído passando o calado de 12,5m à profundidade de 14m. “Isso levará Vitória a outro patamar, trazendo navios que movimentam o porto vizinho. Estamos com um cais contínuo, aumentando nossa capacidade. Temos planos de expansão de terminais arrendados, cujos projetos já tramitam na SEP. Algumas cargas são cogitadas de virem ao porto, como os granéis vegetais de soja, milho, que hoje sobrecarregam no Brasil inteiro e tornam Vitória uma alternativa importante”.

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