Nesta sexta-feira (07) o blog da redação do Portogente ressaltou a importância da regulação da atividade portuária diante da maior participação da iniciativa privada prevista no programa de investimentos nos portos anunciado pela presidenta Dilma Rousseff. E para isso acontecer, muita coisa precisará ser modificada na Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq).
Poucas horas depois, a Antaq divulgou nota à imprensa informando que o diretor-geral da Agência, Tiago Lima, pediu exoneração do cargo devido a um possível envolvimento na Operação Porto Seguro, deflagrada pela Polícia Federal e que está varrendo rede de corruptos e corruptores nos negócios portuários.
Foto: Antaq
Tiago Lima pediu exoneração da Antaq; o seu mandato terminaria em fevereiro
De acordo com a Antaq, Lima pediu a exoneração para "garantir a máxima transparência e isenção a todos os processos de apuração em curso".
Outros três servidores da Antaq, incluindo o chefe de gabinete da Agência, Ênio Soares Dias, também já estão afastados de suas atividades devido a envolvimento em atividades que beneficiaram grupos empresariais no Porto de Santos.
Dessa forma, a Antaq permanece com apenas um diretor, Pedro Brito, ex-ministro da Secretaria de Portos (SEP) e que possivelmente terá seu nome envolvido nas próximas apurações, já que era o titular da pasta quando muitos dos negócios investigados foram executados.
Conforme mostrou Portogente no início de novembro, as decisões da Diretoria Colegiada da Antaq requerem os votos de, pelo menos, dois dos seus três diretores. Como só há um no cargo neste momento, a Antaq nada pode decidir e suas funções, no momento, estão limitadas a questões administrativas, o que pode ser um entrave para o Governo Federal agilizar os investimentos portuários.