Com a suspensão da assembleia que destituiria todas as pessoas ligadas aos empresários Pedro Scopel e Adriano Mariano Scopel da direção do terminal portuário de Peiú, em Vila Velha, Espírito Santo, determinada pela Justiça nessa segunda-feira (22), prossegue o impasse sobre o controle do Porto. A Justiça vem emitindo diversas decisões, ora favoráveis ao empresário Otto Netto Andrade, ora favoráveis à família Scopel. E, assim, uma decisão final parece longe de ser decretada.

O desembargador Ney Batista Coutinho remeteu os autos do processo para manifestação do Ministério Público Estadual (MPES). Aguarda-se que, posteriormente, o Tribunal Pleno manifeste a palavra final sobre a disputa que se arrasta na Justiça por mais de seis anos. O caso se tornou público após a disputa ter motivado a Operação Naufrágio, deflagrada em dezembro de 2008, após um dos advogados de Pedro e Adriano Scopel ter sido flagrado negociando sentenças.

Hoje, o Porto de Peiú é administrado por uma filha de Pedro Scopel, Fabiana Scopel Tramontana, que pode ser destituída da presidência dos conselhos de administração da Peiú – Sociedade de Propósito Específico, subsidiária integral, e da Trufa S/A. Entre os pontos de pauta da assembleia, marcada originalmente para o último dia 14 de setembro, estava a destituição de qualquer membro da atual direção ligada à família Scopel – caso de Fabiana – e a contratação de uma auditoria para desvios milionários na gestão do Porto.

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