Manobrar navios é uma arte que exige muita técnica e perspicácia. O sucesso do prático depende, e muito, do desempenho dos rebocadores. Executar as ordens com precisão emitidas pelo prático é fator preponderante durante uma manobra. Um rebocador pode evitar um grave acidente com o navio e nas instalações portuárias.

 

O mestre de rebocadores é acionado via rádio VHF (very high frequency, ou alta freqüência) pela Praticagem quando o navio está a 600 metros do ponto de atracação para auxiliar na finalização da manobra. A comunicação entre o prático e o comandante do rebocador deve ser ágil e precisa.

 

O mestre de cabotagem Antônio Alves Teixeira Filho, 49, desde os 14 anos vive o mar. O marítimo santista recebeu com alegria o convite de comandar um dos rebocadores mais modernos da empresa em que trabalha há 18 anos, a Wilson, Sons. Construído no estaleiro do Grupo, o récem-batizado Aquarius tem comprimento total de 32,2 metros, 12 nós de velocidade e capacidade para 180 toneladas de óleo. E a benção da madrinha Maria Lúcia Alckmin.

 

“Fiquei feliz em ser convidado para comandar essa embarcação moderna. Diferente das outras que trabalhei essa é dotada de piloto automático e AIS”.

 

Ele garante que não sente a dura rotina do cotidiano. Trabalha três dias seguidos para três de folga. No novo rebocador, há confortáveis camarotes, cozinha, refeitório, lavanderia. Tudo para minimizar o cansaço do trabalho dos seis tripulantes.

 

Teixeira confessa que gosta mesmo é de viajar e se prepara para a próxima empreitada fazendo cursos e aguardando uma oportunidade. Dentro do rebocador, todos respeitam as regras para não haver qualquer intempérie.

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