A Associação das Empresas do Distrito Industrial e Portuário da Alemoa (AMA) é uma instituição que representa os interesses de 21 empresários sediados no bairro da Alemoa, Zona Noroeste de Santos. As companhias, situadas na chamada área de retroporto, constituem terminais de granéis líquidos, transportadoras, terminais de contêineres e laboratório de inspeção, que dão sustentação ao Porto de Santos. Esse grupo comporta empresas locais, nacionais e multinacionais.

 

Segundo o presidente João Maria Possolo D’orey Menano, a AMA foi instituída há 15 anos e tem por objetivo reivindicar melhorias na área retroportuária para as empresas associadas, como urbanização, pavimentação e incentivos fiscais. Atualmente, a AMA requer mais segurança e acesso ao transporte coletivo para os funcionários das empresas. 

 

Menano afirmou que há um cronograma de obras da Prefeitura de Santos a fim de equacionar o problema da falta de acesso aos circulares, na Alemoa, porém, que não está sendo cumprido. Segundo, Menano, os trabalhos estão lentos porque a Administração Municipal alegou falta de recursos.       

 

A AMA estuda solicitar ao Governo do Estado, a destinação de parte da verba do Departamento Estadual de Apoio ao Desenvolvimento das Estâncias Balneárias (DADE) a infra-estrutura de áreas portuárias e retroportuárias industriais, por meio de Projeto de Lei. “Esse avanço consolidado seria mais um passo rumo ao desenvolvimento do turismo de negócios”, salientou Menano.

 

Menano acredita no desenvolvimento econômico da região, com a vinda de novas indústrias, porém, para que isso aconteça é necessário que o Governo Federal incentive-as com benefícios fiscais. “Hoje, a carga tributária é o tendão de Aquiles das empresas, por exemplo, a gente paga IPTU e não tem iluminação, transporte coletivo, o que obriga as empresas a disponibilizarem vãs e ônibus para o transporte dos seus funcionários. Do ponto de vista estrutural, é interessante a área de retroporto estar separada da habitacional e do centro, por outro lado, temos essa dificuldade de acesso e transporte que deve ser corrigida”.

 

Menano disse que existem áreas na região para a instalação de novas indústrias (pequenas, médias e grandes). Um documento prevendo incentivos fiscais para atrair indústrias, elaborado em parceria entre a AMA, Secretaria de Planejamento da Prefeitura e o advogado Rubens Miranda de Carvalho, já está tramitando em Brasília.

 

Em princípio, a iniciativa beneficiaria as pequenas empresas, devido às áreas disponíveis, mas, para o presidente da AMA, “o ideal para a Cidade (Santos) é que médias e grandes empresas também se estabeleçam, manufaturando parte da produção aqui”.

 

Conforme Menano, cada empresa tem, em média, cerca de 1200 funcionários próprios. Um estudo da FIESP diz que para cada emprego direto, três são gerados. “Como a atividade portuária é praticamente de prestação de serviços, a gente entende que a Alemoa mantém aproximadamente 4000 empregos diretos e indiretos com probabilidade de geração de novos postos de trabalho. A Alemoa possui área para a construção de mais dois berços de atracação, concluiu”.

 

O projeto para a construção dos berços de atracação pertence ao Grupo Alemoa, de Terminais, Transportes e Armazéns Gerais, presidida por Menano. A companhia está apenas aguardando os laudos sobre o impacto ambiental, para concretizar o empreendimento. 

 

Obs.: Foto do arquivo do Grupo Alemoa.

 

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