Porto Gente - Nome?

José Manoel da Silva

Porto Gente - Idade?
Silva - 49 anos

Porto Gente - Profissão?
Silva - Escriturário

Porto Gente - naturalidade?
Silva - Nasci em Funchal (Ilha da Madeira), em Portugal, mas vim para Santos com 6 anos de idade.

Porto Gente - Estado civil?
Silva -
Casado

Porto Gente - Time de futebol preferido?
Silva - Santos Futebol Clube

Porto Gente - Esporte favorito?
Silva - Futebol

Porto Gente - O que gosta de fazer nas horas de folga?
Silva - Caminhar na praia

Porto Gente - Um livro?
Silva - Carandiru, Dráuzio Varella. "É um livro que retrata a realidade dentro daquele presídio. Mescla drama e passagens cômicas o que o torna bastante interessante. Quem começa a lê-lo tem vontade de ir até o fim".

Porto Gente - Gênero Musical?
Silva - Bossa nova

Porto Gente - Lema?
Silva - "O homem persistente realiza seus projetos de vida"

Porto Gente - Personalidade?
Silva - Sérgio Vieira de Mello

Porto Gente - Vida social?
Silva -
Viajar. Sempre que possível, uma semana para relaxar é mportante, principalmente, ficar longe do telefone.

Porto Gente - Realiza ou apóia algum trabalho voluntário?
Silva - A Transchen participa do Projeto Porto Ser da Codesp (Companhia Docas do Estado de São Paulo), voltado para a assistência de crianças com necessidades especiais. A Codesp promove eventos como artesanato para as crianças e a nossa empresa contribui com o material necessário.

Porto Gente - O senhor faz parte do conselho diretor do Sopesp- Sindicato dos Operadores Portuários do Estado de São Paulo. O Sopesp e o OGMO estão tentando negociar a situação entre atividades no porto e o número de trabalhadores que excede a demanda. Como estão as negociações sobre essa questão?
Silva - A implantação da lei de modernização, no Porto de Santos é difícil porque há muitos trabalhadores e não há serviço para todos. A implantação da lei atenderia às operadoras portuárias que querem reduzir o número de trabalhadores, por equipe, porém, este pessoal depende economicamente do porto. Nem sempre tem bastante mercadoria para movimentar e, também, algumas empresas privadas estão instalando equipamentos modernos o que acaba por ter de dispensar funcionários.

Porto Gente - Qual seria a saída para resolver esse impasse?
Silva - Uma saída seria a qualificação profissional. O fato é que a adoção cada vez maior de equipamentos, conseqüentemente, acaba por extinguir postos de trabalho, tornando necessário, somente, postos de operadores destes equipamentos que devem ser qualificados para a função.

Porto Gente - Cabe a quem oferecer treinamento especializado aos trabalhadores?
Silva - A qualificação é obrigatoriedade do Órgão Gestor de Mão de Obra - OGMO. O OGMO tem verba específica para isso. A modernização é inevitável e o que a gente precisa é incentivar essa requalificação profissional. A participação das autoridades, neste processo, é fundamental. É preciso incentivar a vinda de mais indústrias para a Cidade, de modo a aquecer a economia local e gerar novos empregos. Por exemplo, poderíamos ter uma fábrica da Volkswagen, instalada em Santos, somente para fazer o acabamento do carro (colocação dos parachoques). Enfim, a finalização do automóvel, já na área de embarque do navio. Às vezes, você pode ter uma mercadoria que venha para o Brasil para gerar um produto final para exportação. No entanto essa mercadoria será acabada no interior, quando poderia ser finalizada aqui.

Porto Gente - O senhor afirma que é preciso fazer uma nova convenção para tratar essa questão entre empresas e trabalhadores portuários. Quais são as entidades envolvidas neste processo?
Silva - O que fica convencionado entre o Sindicato dos Operadores Portuários e o Sindicato dos Trabalhadores, caberá ao OGMO, executar o que for definido. Então, eu gostaria que houvesse um entendimento, uma nova convenção porque a última data de 1997 e já não tem mais vigência. Serve apenas como orientação de como devemos pagar os trabalhadores. Conforme a lei, a convenção vale apenas por dois anos.

Porto Gente - O senhor lamenta a falta de apoio do Governo na aplicação de ações que solucionem essa questão. Qual é o papel do governo neste caso?
Silva - A necessidade de redução de pessoal existe, porém o Governo poderia incentivar programas de aposentadoria, injetando verba, pois há trabalhadores com tempo de aposentadoria, mas que não deixam a atividade devido à queda nos seus rendimentos. O governo poderia implantar o programa de desligamento voluntário, indenizando esses trabalhadores. Isso já agradaria bastante porque reduziria o quadro de pessoal. A movimentação teria um custo menor e os trabalhadores que permanecessem teriam a possibilidade de ganhar mais do que ganham hoje.

Porto Gente - De quanto seria essa verba?
Silva - A viabilização desse projeto necessitaria hoje de algo em torno de R$ 80, R$ 90 milhões e naturalmente a parceria do governo com as operadoras portuárias seria imprescindível. Os operadores sozinhos não têm verba para isso. O BNDES faria o empréstimo, mas para isso alguém teria que ser o avalista, por isso é necessária a participação do governo.

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