Crescimento de 5,5% ao longo de oito anos. Crescimento de 13% durante a crise econômica mundial de 2009, enquanto a China cresceu 10% no mesmo período. Tudo isso pode ir por água abaixo com o fim do Fundo para o Desenvolvimento das Atividades Portuárias (Fundap), incentivo às importações e exportações. A preocupação é do deputado estadual Luciano Rezende (PPS), que teme pela continuidade do desenvolvimento e crescimento do Espírito Santo.

 

Foto: site oficial do PPS 

Deputado Luciano Rezende vai lutar pela permanência
do Fundap para garantir crescimento do Espírito Santo

 

Segundo ele, o fim do incentivo vai prejudicar inúmeros municípios capixabas como Colatina (noroeste do estado) que conta com um polo industrial que vem se destacando nos últimos anos. O Espírito Santo, argumenta, poderá perder cerca de R$ 2 bilhões por ano e isso irá inviabilizar qualquer projeto que o Estado tem em seu planejamento envolvendo a cadeia logística de transporte, rodovias, ferrovias e portos.

 

Outro problema que corre em paralelo ao fim do Fundap é o fim do Fundo de Participação dos Estados que, no Espírito Santo, chega a R$ 400 milhões. Para o deputado do PPS capixaba, isso vai provocar perda de receita da ordem de R$ 2 bilhões ao estado e, com isso, qualquer projeto que esteja em desenvolvimento não prosseguirá. “O fim do Fundap é a maior ameaça enfrentada pelo Espírito Santo desde a chegada de Vasco Coutinho ao estado”.

 

Infraestrutura

O deputado Luciano Rezende não poupa crítica à infraestrutura de transportes do estado, as rodovias, segundo ele, são como “máquinas de matar gente” por causa da sua precariedade. O aeroporto da capital capixaba, Eurico Aguiar Salles, é outro ponto crítico, que o parlamentar prefere chamar de “uma parada de aviões” e não um aeroporto de verdade.

 

Rezende disse que o aeroporto, por estar localizado em área urbana, põe em risco vários bairros dos Vitória e Serra. As pistas com dimensões insuficientes (cerca de dois quilômetros, enquanto que os aeroportos de maior porte contam com até seis quilômetros), colocam a população em risco constante.

 

Com relação aos portos, o deputado disse que merecem tratamento mais digno. Além de melhorias nas condições da movimentação de cargas. O parlamentar lembrou que os turistas de cruzeiros, na última temporada, foram recebidos em galpões sem climatização, sem estrutura e isso o turista registra.
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