O secretário de Infraestrutura e Logística do Estado do Rio Grande do Sul, Beto Albuquerque, expõe ao PortoGente as medidas emergenciais que o governo gaúcho irá adotar para superar gargalos logísticos, como a duplicação de rodovias, a dinamização de hidrovias e garantir que o Porto do Rio Grande seja o “hub port” do Mercosul.

PortoGente - Quais os principais gargalos de infraestrutura que a Secretaria já identificou no estado?
Beto Albuquerque
- Existem muitos gargalos de infraestrutura no Rio Grande do Sul a serem enfrentados. O principal deles é o rodoviário. Hoje o estado tem 12 mil quilômetros de rodovias, mas apenas 396 quilômetros das vias estão duplicadas e cerca de 75% do escoamento da carga passa pelo modal rodoviário. Precisamos duplicar rodovias como a ERS-118, na Região Metropolitana; a ERS-324 (Passo Fundo/Marau/Casca); a ERS-342 (Cruz Alta/Ijuí) e a ERS/453 (Bento Gonçalves/Farroupilha), entre outras. Também há 105 municípios ainda sem acesso asfáltico, o que é inaceitável. No plano nacional, vamos cuidar para que sejam executadas as duplicações da BR-116 (Porto Alegre/Pelotas), da BR-290 (Guaíba/Pântano Grande) e BR-386 (Tabaí/Estrela).

PortoGente - Quais medidas emergenciais serão tomadas?
O governador Tarso Genro já enviou algumas cartas-consulta para garantirmos financiabilidade, seja no BID, Bird ou BNDES. Esses recursos são necessários para a montagem de um projeto estruturante para o estado, em que as rodovias farão parte, para que possamos responder às nossas necessidades. Essas são as providências iniciais que estamos tomando.

Foto: Alexandre Querino da Rosa

Porto de Porto Alegre é um potencial inexplorado

PortoGente - Como será tratada a questão portuária gaúcha?
A política adotada pelo governo será de revitalização dos portos e hidrovias e promoção da intermodalidade no setor dos transportes. Vamos dinamizar e investir na hidrovia Estrela/Porto Alegre/Pelotas/Rio Grande, aumentar a profundidade para 20 pés e executar a sinalização para navegação noturna. Outra meta é ampliar o plano de negócios para os portos de Porto Alegre, Pelotas e Rio Grande.

PortoGente - Como o senhor irá conduzir a política portuária gaúcha e a relação com a SEP?
Vamos ser parceiros do Governo Federal em todos os níveis. A SEP (Secretaria de Portos), que no governo Lula era conduzida pelo Pedro Brito, do PSB, e hoje pelo Leônidas Cristino, deverá ter um papel importante para consolidarmos o Porto do Rio Grande como o porto do Mercosul.

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