Nesta segunda parte da entrevista ao PortoGente, Rômulo Otoni, diretor de navegação da Log-In, destaca o que ele define como entraves para o pleno desenvolvimento da cabotagem no País. São eles: os acessos aos portos, a falta de infraestrutura em vários terminais e a burocracia de alguns órgãos governamentais na liberação das cargas.

* Primeira parte da entrevista: Construção de navios consolida plano de Log-In de crescer na cabotagem brasileira

PortoGente - Quais os principais desafios que a empresa vê para o crescimento da cabotagem no Brasil hoje?
Rômulo Otoni
- Esse desafio é justamente a retomada da construção naval no Brasil. Havia um descrédito muito grande no potencial da indústria naval brasileira de construir navios cargueiros de transporte. Acredito que tirando a Transpetro, somos uma das únicas empresas brasileiras de navegação que está construindo navios mercantes desse porte. Acredito que esse foi o primeiro grande obstáculo a ser superado. Isso no que se refere à capacidade de novas embarcações.

PortoGente – Na cabotagem...
Rômulo Otoni
– Com relação ao mercado de cabotagem, a infraestrutura logística do País ainda é muito deficitária. Notadamente em três pontos: o primeiro é o acesso aos portos; o segundo, a infraestrutura em alguns terminais portuários, questão da capacidade e produtividade; e o terceira é a burocracia de alguns órgãos que acabam prejudicando um pouco. Outro ponto é a formação de tripulantes. Não adianta ter navios e não ter tripulação capacitada para operá-los.

Porto Gente - Há uma deficiência de formação dessa mão de obra?
Rômulo Otoni
- Hoje há um risco de ter uma carência em função de todos os projetos que estão em execução.

PortoGente – A Log-In mantém um terminal em Vila Velha. Como estão as operações nesse terminal?
Rômulo Otoni
- É um terminal portuário especializado principalmente na movimentação de cargas de navio por porta-contêineres, mas que também tem uma presença bastante expressiva na movimentação de cargas gerais. É o único terminal especializado nesse tipo de movimentação de contêineres no Espírito Santo e hoje é um dos terminais com os melhores índices de capacidade operacional dentro dos terminais que foram concebidos pela iniciativa privada a partir da Lei de Modernização do Portos. E nesse terminal temos investido cerca de R$ 65 milhões para incrementar não só a capacidade, como também melhorar os índices de produtividade.

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