O ano de 2007 para o Porto de Santos já entrou para a história. Não em termos de movimentação de cargas, com recordes superados a cada trimestre. Até agora, somente neste ano, o cais santista já tirou a vida de quatro trabalhadores. As últimas três mortes ocorreram em um período de 45 dias.

 

15 de maio de 2007 - O operador de pátio Rodolfo Augusto Donato, 23 anos, é atropelado por um caminhão na Termares, chega a ser socorrido, mas não resiste.

 

26 abril de 2007 - Outro trabalhador perde a vida num terminal do Porto de Santos. Josiney Moraes de Souza, 23 anos, morreu soterrado por uma carga de soja no Terminal de Granéis de Guarujá (TGG), em Guarujá. Ele foi retirado do local com vida e levado para o pronto-socorro de Vicente de Carvalho, e também não resiste.

 

31 de março de 2007 - O mecânico industrial da empresa Caramuru, Francisco Gomes de Sousa, 32 anos, é soterrado e morre enquanto tentava desobstruir o equipamento que suga a soja a granel no terminal.

 

13 janeiro de 2007 - Durante processo de armazenagem de açúcar, o ajudante de serviços gerais da ADM do Brasil, Valder Flauzino Júnior, 22 anos, cai e fica preso numa esteira, acabando sufocado. Saiu com vida do local, mas falece.

 

27 de dezembro de 2006 - O jovem eletricista Tiago Ramos Constantino sofre choque elétrico no terminal açucareiro Copersucar do Porto de Santos. É socorrido com vida, mas chega ao hospital morto.

 

07 de novembro de 2006 - O estivador Wagner Matheus, 35 anos, morre durante uma operação comandada pela agência marítima Transchem no Terminal de Exportação de Veículos (TEV), localizado na Margem Esquerda (Guarujá) do Porto de Santos.

 

Em 2005, de acordo com a Delegada Regional do Trabalho (DRT), Rosângela Mendes Ribeiro Silva, houve duas mortes e no ano anterior cinco acidentes fatais. Os números são alarmantes. Não bastasse ter que conviver com a ausência de um ente, as famílias aguardam a punição dos culpados. Processos como o do irmão do ex-vereador Adelino Rodrigues, morto em 22 de fevereiro de 2005, passados mais de dois anos, ainda não foram concluídos.

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