Estudo traz análise completa do mercado de Infraestrutura no Brasil com dados de cada setor - Energia, Logística, Rodovias, Ferrovias, Mobilidade, Portos e Aeroportos, Telecomunicações, Esgoto e Água - além de mostrar a evolução das companhias na conformidade ao ESG

A Kroll, fornecedora líder de dados, tecnologia e insights relacionados a risco, governança e crescimento, finanças corporativas, fusões e aquisições e avaliação de ativos, acaba de lançar um estudo sobre a Infraestrutura do Brasil, em parceria com a ABVCAP (Associação Brasileira de Private Equity e Venture Capital) e o escritório TozziniFreire Advogados. O anúncio foi feito no encontro do comitê da ABVCAP.

Kroll
Investimentos em Transporte por Modal. Crédito: Divulgação.

Alexandre Pierantoni, diretor de Finanças Corporativas da Kroll e especialista em Fusões e Aquisições (M&A em inglês), assina o prefácio do estudo, traçando a relação entre os dados apontados pelo relatório e o atual momento brasileiro. O estudo traz, na seção 1, uma visão geral do cenário de Infraestrutura no Brasil, mergulhando em cada setor – Energia, Logística, Rodovias, Ferrovias, Mobilidade, Portos e Aeroportos, Telecomunicações, Esgoto e Água. Destaca também a preocupação e como as empresas e investidores vêm evoluindo na temática ESG (Enviromental, Social and Governance).

O Brasil tem a 6ª maior população do mundo, e seu PIB em 2020 de aproximadamente US$ 1,4 trilhão coloca o país entre as 15 maiores economias. Com mais de 140 milhões de hectares de terras produtivas, a abundância de recursos naturais do Brasil posiciona o país como um líder mundial na produção e/ou exportação de diversas commodities, incluindo café, minério de ferro, carne, suco de laranja, papel e celulose, soja e açúcar. O contexto de infraestrutura, seus déficits e necessidades de Investimentos é apontado no estudo. Com contribuição do TozziniFreire, o material destaca também as principais evoluções e marcos regulatórios.

Na Seção 2, o estudo mostra as características distintas da Infraestrutura de Private Equity. "Os investimentos em infraestrutura são frequentemente vistos como uma classe de ativos atraente devido à capacidade para gerar retornos consistentes, com fluxos de caixa estáveis, diversificação e proteção de downside por meio de características de hedge de inflação", explica Pierantoni.

Para a ABVCAP, as empresas de Private Equity e Venture Capital têm se mostrado ao longo das últimas décadas as principais patrocinadoras do desenvolvimento do Brasil, com papel importante no setor de infraestrutura. "Por ser lucrativo e benéfico para ambas as partes, continuaremos a ver esse grande fluxo de capital privado impulsionando a economia brasileira", destaca Ângela Ximenes, Superintendente Executiva da Associação Brasileira de Private Equity e Venture Capital.

Segundo o especialista, o setor de Infraestrutura é protagonista no futuro do Brasil. "Além dos desafios trazidos pela pandemia, nestes últimos anos continuamos a enfrentar desafios internos diretamente relacionados a questões políticas, econômicas e problemas sociais. Porém também vimos neste período o setor de infraestrutura, que sempre esteve à margem da economia, se tornando fundamental para o desenvolvimento do país, ganhando destaque, ao se posicionar como protagonista e um pilar de atração de investimentos", afirma Pierantoni.

O estudo mostra que o setor contribui para o crescimento e a recuperação econômica do país – de recursos e de geração de empregos. Com as privatizações e concessões de portos, aeroportos, ferrovias e rodovias, mais de R$ 18 bilhões foram arrecadados, segundo dados oficiais. Além disso, foram investidos mais de R$ 73 bilhões e mais de um milhões de empregos foram gerados.

Para Caio de Souza Loureiro, sócio na área de Infraestrutura de TozziniFreire Advogados, "investimentos em infraestrutura estão na ordem do dia de diversos países como um motor de recuperação econômica pós-pandêmica. No Brasil, em que já há um déficit grande, os investimentos são ainda mais necessários. O desafio que se põe é criar um ambiente institucional seguro e atraente nesse cenário de competição global por investidores. É importante entender a conjuntura existente como forma de propor os aprimoramentos necessários", avalia.

Em 2021, durante a Infra Week, (semana ativa de promoção de concessões em diversos setores), foi realizada a concessão de 28 ativos em diversos transportes modais, com arrecadação de R$ 3,6 bilhões em concessões e investidores assumindo compromissos de investimento de mais R$ 10 bilhões para os próximos anos. Em outubro de 2021, a renovação da concessão da rodovia Presidente Dutra, por onde é transportado mais de 50% do PIB brasileiro, gerou recursos de outorga para o Estado de R$ 1,8 bilhão e compromissos de investimentos em torno de R$ 15 bilhões nos próximos 30 anos.

"Há um déficit estrutural no país e este fato por si só explica o interesse dos investidores no setor, tanto brasileiros quanto internacionais. Respeito aos reguladores, órgãos e contratos elevaram o nível de confiança. Esse cenário atraiu o investidor estratégico, mas também, e fortemente, o investidor financeiro", afirma Alexandre Pierantoni.

A combinação dessas necessidades estruturais, que incluem setores importantes como energia e telecomunicações, aliadas aos marcos regulatórios (petróleo e gás ou água/saneamento são alguns exemplos) e transparência, estabelecidos ao longo dos últimos meses, contribuíram para o crescente interesse do investidor do setor. As Parcerias Público-Privadas (PPPs) também contribuíram e transformaram a forma como o setor público opera. Pierantoni destaca ainda que "não será apenas o investidor privado ou o governo que solucionarão as necessidades de infraestrutura no Brasil. Estas parcerias são fundamentais e é importante o papel do governo de dar segurança aos investidores".

Com o leilão de mais 19 ativos, o governo pretende atrair mais R$ 50 bilhões em investimentos privados (principalmente em áreas rodoviárias e ferroviárias) e conceder a arrecadação de mais de R$ 3 bilhões, com a geração prevista de mais de 400.000 empregos. As iniciativas e discussões para o leilão da tecnologia 5G, em 2021, estimaram investimentos de mais de R$ 6 trilhões no país nos próximos anos.

"As perspectivas para 2022 e 2023 para o setor são positivas e, aliadas a um portfólio de projetos bem apresentados e coordenados na sua colocação no mercado, continuarão a atrair investidores. Livre de qualquer viés ideológico e político, o setor é um pilar de sustentação para a criação de um círculo virtuoso de benefícios sociais e econômicos e a recuperação do país", conclui Pierantoni.

O estudo mostra ainda que a pandemia colocou em evidência para os investidores a importância dos temas abordados pela ESG, com destaque para os direitos humanos e questões climáticas. Este cenário contribui para a tendência do mercado brasileiro de regular os investimentos relacionados a ESG, cada vez mais.

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