Especialista em intercâmbios explica o que acontece com a baixa no câmbio e diferenças entre dólar comercial e dólar turismo

De acordo com a Belta, Associação de Agências de Intercâmbio do Brasil, a baixa no câmbio do dólar, entre março e abril de 2022, fez com que a procura por intercâmbio aumentasse 30%, em comparação aos meses de dezembro de 2021 e janeiro deste ano. Em comparação aos meses de março e abril de 2021, as vendas cresceram mais de 100% nos mesmos meses de 2022, principalmente porque a pandemia está terminando e as fronteiras reabriram, cenário possibilitado pelo avanço da vacinação. Mas é preciso se atentar a alguns detalhes, principalmente a respeito dos câmbios.

Dólar viagem

Muitas pessoas aguardam o melhor momento para realizar uma viagem, como aproveitar o cenário econômico pela queda do dólar. O que pode proporcionar ao turista ou ao intercambista, a época mais favorável para o "bolso", ao economizar por motivo da desvalorização de uma moeda, por exemplo. De acordo com o Valor Pro (Serviço de Informação em Tempo Real), o dólar fechou em queda no dia 1 de abril de 2022, registrando uma nova desvalorização frente ao real com a manutenção do fluxo da moeda para o Brasil.

Ainda segundo a pesquisa, a moeda norte-americana recuou 1,94%, a R$ 4,6668. Trata-se do menor patamar de fechamento desde 10 de março de 2020 (R$ 4,6447).

O dólar oferece diferentes modalidades para o viajante, sendo: o dólar comercial, dólar turismo e dólar IATA, e é necessário entender cada uma delas para fazer um câmbio correto. Alexandre Argenta, presidente da Belta, Associação de Agências de Intercâmbio do Brasil, esclarece a funcionalidade e a diferença entre eles:

Dólar Comercial

Quando o dólar cai, a primeira coisa que as pessoas que querem ir para o exterior pensam é fechar seu pacote de viagem ou comprar sua passagem, mas o que pouca gente sabe é que o dólar divulgado na televisão não é referência, pois trata-se do dólar comercial.

É usado para definir as taxas do mercado. A moeda é utilizada no pagamento ou recebimento de recursos das importações e exportações de bens e serviços do Brasil com o mundo.

Dólar Turismo

"Até hoje, muitas pessoas nos perguntam sobre o porquê de não conseguirem fechar pacotes de intercâmbio com o valor do dólar comercial. Explicamos que é o Dólar Turismo que é negociado nas casas de câmbio e correspondentes cambiais. Ele incorpora custos em impostos, importação do papel-moeda, custos administrativos, logística, dentre outros", explica Alexandre Argenta.

A cotação do dólar turismo é sempre mais alta, pois existe esse custo operacional envolvido para assegurar a transação entre as instituições e o consumidor, a qual está mais sujeita à flutuação diária, dependendo da demanda do mercado. "Mas apesar dos custos incorporados, o Dólar Turismo também reduz quando o Dólar comercial baixa", conclui Argenta.

Dólar IATA

Para a compra de passagens, a referência é o dólar-Iata, cotação oficial utilizada na emissão de bilhetes aéreos internacionais e criado com um intuito de simplificar processos, aumentar a comodidade dos passageiros e melhorar a eficiência dos serviços. Atualmente, a IATA representa mais de 230 companhias aéreas - cerca de 93% do tráfego aéreo internacional.

"As três letras que designam os nomes dos aeroportos em todo o mundo, as siglas, foram criações da IATA, como por exemplo: GRU (Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo), LHR (Heathrow, em Londres), OPO (Aeroporto Francisco Sá Carneiro, no Porto, Portugal), etc. Esses códigos, para simplificação, são utilizados nas passagens de avião, adesivos de bagagens e em outras sinalizações", explica Maringlan, diretora executiva da Belta, sobre os benefícios do Dólar IATA, cujo valor corresponde ao Dólar Comercial do dia anterior.

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