O Fórum Setorial dos Plásticos - Por Um Mar Limpo, um marco na atuação do setor industrial brasileiro para compreender a origem da poluição dos mares, articular entre diversos setores e propor ações para mitigar esse problema de grandeza mundial, será apresentado na Sexta Conferência Internacional de Detritos Marinhos (6IMDC). Este, que é considerado o maior e mais relevante evento mundial sobre o tema, será realizado entre os dias 12 e 16 de março, em San Diego, Califórnia.

600 Forum Marlimpo

O professor e pesquisador, Alexander Turra, irá representar o convênio da Plastivida com o Instituto Oceanográfico da USP (IOUSP) no evento e apresentar o trabalho que vem sendo realizado desde 2012 para a mensuração e entendimento dessa questão na costa brasileira, assim como as ações realizadas pelo “Fórum Setorial dos Plásticos - Por Um Mar Limpo”, envolvendo a população, as indústrias e o poder público com vistas à prevenção e correção desse problema.

“O Fórum Setorial dos Plásticos - Por Um Mar Limpo foi selecionado entre mais de 700 temas inscritos nesse evento, o que ressalta a importância do trabalho e a necessidade de se mostrar caminhos inovadores e estratégicos para a articulação do setor produtivo em torno desse tema”, afirma Turra.

Em 2012, após se tornar signatária da “Declaração Global da Indústria dos Plásticos”, movimento mundial pela preservação do ambiente marinho, a Plastivida firmou um convênio com o IOUSP para estruturar o projeto técnico-científico sobre o tema.

Inicialmente, foi realizado um amplo levantamento bibliográfico, nacional e internacional, de artigos científicos sobre o assunto. Entre esses trabalhos, procurou-se identificar a magnitude do problema do acúmulo de resíduos, padrões relacionados à sua distribuição e às principais fontes geradoras, as abordagens metodológicas utilizadas e, principalmente, as tendências em termos de monitoramento aplicado em outras partes do mundo, buscando a comparação com o realizado no Brasil.

Foram realizados o diagnóstico e o monitoramento dos resíduos em praias brasileiras (SP, BA e AL), de forma a estabelecer séries temporais de dados e conhecer o tamanho e as características deste problema no Brasil; dimensionar a contribuição do país para o problema global, bem como levantar a origem dos resíduos nos mares e praias brasileiras.

Também foi realizado um diagnóstico sobre a poluição da Baía de Guanabara, que apontou que a participação dos resíduos plásticos é parte da poluição, além de esgoto doméstico, metabólicos de drogas e medicamentos, resíduos agrícolas e urbanos, entre outros, “o que apontou que o problema da poluição do ambiente marinho é multissetorial”, afirma Alexander Turra.

Outra conclusão a que se chegou é que grande parte do resíduo que chega aos mares vem do continente. “Assim, a degradação do ambiente marinho está fortemente associada à má gestão dos resíduos sólidos urbanos, além da questão da educação ambiental”, afirma Miguel Bahiense, presidente da Plastivida. Ele completa; “não importa o que é encontrado nos mares. Seja plástico ou não, seja reciclável ou não, não deveria estar ali. Precisamos atuar pela conscientização para evitar o descarte inadequado de qualquer tipo de produto, pois, enquanto cidadãos, temos que ser parte no processo de solução”.

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