Quinta, 22 Fevereiro 2024

Daniel Costa, co-fundador e Chairman da Take, empresa pioneira no mercado mobile e criadora da plataforma BLiP, que permite desenvolver chatbots.

Se você tem mais de 30 anos com certeza lembra do celular Nokia 6120. Foi nesse modelo, em fevereiro de 2001, que realizamos a primeira venda de ringtone no Brasil. Para ser ainda mais saudoso, foi um sucesso do Jota Quest. Revirando “nosso baú” também encontramos muitos outros projetos inovadores ao longo desta jornada – Tim Music Store, Vivo Chat, Vivo Dieta e o SMS a cobrar.

Estou relembrando estes fatos porque a Take está comemorando em 2017 sua maioridade. Nestes 18 anos, foram nada menos que 350 empresas integradas à plataforma e uma gama de serviços já utilizados ou ainda rodando em metade dos celulares ativos no Brasil.

Nossa história se confunde com a própria trajetória da internet e do mobile no país. Vivenciamos as privatizações e consolidação das teles no final da década de 1990. E colaboramos com as grandes precursoras da inovação e tecnologia no Brasil de forma escalável: as operadoras de telefonia celular.

Criamos a Take em 1999 - Eu, Roberto Costa, Marcelo Costa, Antônio Oliveira, Sérgio Passos e André Minelli. Foi o início do mercado de valor agregado na América Latina. Pioneiros, inicialmente desenvolvemos a plataforma para as operadoras enviarem mensagens em forma de serviços, como no caso dos ringtones.

“Envie o nome da música para 49810 e receba seu ringtone”.

Ao invés de operar como nossos concorrentes, que possibilitavam o acesso aos serviços através de códigos numéricos fixos, as pessoas puderam iniciar uma “conversa” ao pedir o nome da música usando sua própria linguagem do dia a dia. Tínhamos uma solução completa de tecnologia e negócios, desde as interfaces de compra no celular e internet, às integrações com os sistemas das operadoras, módulos de interface para callcenters, transformação das músicas em arquivos digitais para diversos formatos, até o “clearing” de copyrights. Ou seja, já tínhamos a visão de “orquestração de plataformas” e modelos de negócios avançados para época, como o de compartilhamento de receitas.

As “musiquinhas” de celular não eram algo trivial e foram bastante rentáveis para vários stakeholders deste mercado.

Nesse período, chegamos realizar num único dia, mais de 250 mil downloads e registramos mais de 67 milhões de downloads de toques musicais em apenas um ano, sendo os maiores pagadores de direitos autorais do Brasil por um bom tempo. Lembrando ainda que, até 2002, o Brasil tinha menos de 70 milhões de números únicos; atualmente contamos com mais 250 milhões.

Essa mensagem representou uma revolução para telefonia e alavancou nossos negócios na primeira metade dos anos 2000. De 2001 a 2005, registramos uma taxa de crescimento de 240% ao ano. Esse sucesso veloz chamou a atenção de vários players pelo mundo e em 2005, após sete tentativas, o grupo japonês Faith, comprou a empresa. Um dos mais bem-sucedidos cases de M&A de tecnologia do Brasil à época.

Nos três anos seguintes o mercado passou por mudanças tecnológicas (principalmente com o surgimento do MP3), viu a padronização dos celulares (que permitiu facilmente configurar as músicas como toque) e um novo modelo de negócio das gravadoras (que começaram a cobrar 25% dos direitos da venda de ringtones). Esses fatores permitiram que recomprássemos a empresa em 2008, nos motivando a voltar com gás total para um novo momento da companhia.

Investimento em SMS e a revolução do chatbot

Reassumimos a Take e nosso espírito empreendedor nos mostrou que precisávamos investir em SMS. Tivemos muitos cases de sucesso e inovamos disponibilizando um conteúdo diferenciado via mensagem de texto. Entre 2010 e 2013, fizemos a empresa crescer a cerca de 35% ao ano.

Em 2014 fizemos uma análise profunda e percebemos que o SMS estava sendo muito impactado por aplicativos de mensagens como o WhatsApp. Naquela época, já sabíamos que o SMS não deixaria de existir tão cedo, mas iria ter uma queda e precisávamos inovar mais uma vez.

Foi nesse momento que demos um outro grande passo na Take, entre 2015 e 2016, com o lançamento da nova solução: o BLiP, focado em chatbots – sistemas de comunicação automatizada dentro de aplicativos de mensagens.

A plataforma permite que empresas criem contatos inteligentes (chatbots): canais de atendimento, vendas, cobranças e conteúdo em vários aplicativos de mensagens – Facebook Messenger, Skype, Telegram, e-mail e SMS. (Vale lembrar que o WhatsApp não está disponível ainda para esse tipo de tecnologia, mas tudo indica que a plataforma deverá ser aberta em breve).

Mais uma vez saímos na frente no mercado brasileiro e, com isso, conseguimos construir excelentes cases - Localiza, Casas Bahia, Banco Cetelem, CEMIG e algumas outras empresas adotaram nossas soluções de chatbot. Ainda estamos evangelizando o mercado quanto aos bots, mas crescer perto dos 250% ao ano pode se tornar realidade dada nossa expertise nas áreas de integração de sistemas e comunicação.

As plataformas de mensageria agora são ainda mais escaláveis e tem presença mundial. A Take tem novas parcerias globais, entre elas o Facebook, e é citada até em seus eventos oficiais no Vale do Silício.

Nesses 18 anos, sempre acreditamos que a experiência do usuário é mais importante do que a tecnologia. Nesta direção, as empresas precisam compreender a relevância do conceito do contato inteligente e se preparar para entregar uma comunicação adequada, capaz de gerar engajamento com seus consumidores.

As pessoas querem falar com as empresas assim como enviam mensagens para seus amigos. Esta é a melhor definição de como estamos tornando tangível a Transformação Digital dentro das empresas.

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*Todo o conteúdo contido neste artigo é de responsabilidade de seu autor, não passa por filtros e não reflete necessariamente a posição editorial do Portogente.

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