Polícia lança mão de espancamento e balas de borracha para dispersar manifestação que queria sair em passeata até o Largo da Batata, em Pinheiros

Por Rodrigo Gomes, na RBA

Depois de ser cercado pela polícia, o segundo ato contra o aumento das passagens do transporte coletivo para R$ 3,80 em São Paulo, promovido pelo Movimento Passe Livre (MPL), está sendo duramente reprimido pela PM na avenida Paulista.

O conflito começou com a decisão da PM de não deixar a manifestação seguir para o Largo da Batata, em Pinheiros. O comando da operação policial queria que a manifestação seguisse para a Praça da República, no centro da cidade. “A repressão é brutal”, acaba de informar o repórter Rodrigo Gomes, que faz a cobertura para a RBA.

As forças policiais adotaram o espancamento e balas de borracha para reprimir a manifestação.

Já no início da mobilização nesta tarde os manifestantes foram cercados pela Polícia Militar. Policiais da Rota, com metralhadoras, e da Tropa de Choque, com armas de balas de borracha, tentaram intimidar os manifestantes.

A pista da Paulista no sentido Paraíso foi interditada pela polícia. E os dois sentidos da avenida foram resguardados por forte contingente policial. Houve também mobilização da polícia na rua da Consolação, no sentido da avenida Rebouças.

O representante do MPL Vitor Quintilliano disse que esperava que a PM permitisse que o ato tivesse começo, meio e fim e que não fizesse como na sexta-feira (8), reprimindo a manifestação. “É evidente que a PM veio para sufocar e intimidar as pessoas que participam do ato”, afirmou.

Laura Viana, também do MPL, afirmou que os ativistas se organizam para tentar evitar a desmobilização dos manifestantes, após o início do conflito. “Repressão a gente tem certeza que vai ter, mas espero que a gente consiga passar pela repressão de uma forma que não conseguimos na sexta-feira, porque acabamos nos desmobilizando muito rápido e agora queremos tentar evitar isso”, afirmou hoje (12) à Rádio Brasil Atual.

O MPL afirma que vai se manter mobilizado até que haja revogação do aumento. O ato reúne no momento entre 3 mil e 4 mil pessoas. A operação policial é comandada pelo tenente coronel André Luiz.