O recente relatório produzido durante o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, em inglês), da Organização das Nações Unidas (ONU) revela um preocupante futuro do planeta. O documento de 21 páginas, considerado o mais importante a respeito de aquecimento global, revela que a temperatura média do planeta subirá de 1,8ºC a 4ºC até 2100, o que provocaria um aumento do nível dos oceanos de 18 a 59 cm, além de inundações e ondas de calor mais freqüentes.

 

Mais de 500 pesquisadores de vários países estão envolvidos no estudo. O comitê do IPCC que engloba representantes de 113 países, não exime ninguém no que diz respeito ao aquecimento do planeta e à mudança que o mundo sofrerá. De acordo com cientistas, o Brasil tem 3,5% de responsabilidade na emissão mundial de CO2.

 

Por ser dono de uma extensa costa, o Brasil deve sofrer com o aumento do nível do oceano. O relatório aponta vasto derretimento do gelo e das neves e elevação do nível médio do mar em escala global. 

 

Mas, quais seriam os reflexos do aumento do nível do mar para o maior Porto do hemisfério sul? Quais conseqüências traria o aquecimento global para o Porto de Santos?

 

Para o presidente da Praticagem, Fábio Melo Fontes, a mudança climática seria benéfica para o Porto. “O aumento do nível do mar otimizaria o Porto de Santos. A natureza vai acabar permitindo que navios de maior calado entrem no Porto caso a dragagem de manutenção continue sendo feita. O aumento da lâmina d’água vai facilitar que outros navios venham para o Porto, e ainda melhorar a taxa de utilização dos navios”.

 

Fontes diz que deverá ocorrer mais ressacas, especialmente na Ponta da Praia, em Santos, com a mudança no clima do planeta. “As ressacas vão agredir mais a costa pelo fato do mar estar mais alto. As praias tendem a diminuir e, com o aquecimento dos oceanos, haverá menos vida marinha, o que acabará empobrecendo a pesca”.

 

O Brasil não tem um pacote exclusivamente voltado para a mudança do clima. Medidas setoriais para a agricultura, energia, indústria, transportes e floresta podem ser adotadas. Incentivar comportamentos ambientalmente corretos deveria ser prioridade.

 

A pergunta que fica é: o governo deve fazer absolutamente nada com relação ao aquecimento global, adaptar-se a ele ou evitá-lo? Alemanha e Grã-Bretanha estão avançadíssimas nessa discussão de políticas setoriais, assim como o estado americano da Califórnia.

 

O homem tem sua parcela de contribuição nesse contexto. Ainda de acordo com o relatório, pode-se atribuir às emissões provocadas pelo homem os seguintes problemas: menor número de dias frios; noites mais quentes; ondas de calor letais; enchentes e chuvas pesadas, secas devastadoras e um aumento na força de tempestades e furacões, principalmente no Oceano Atlântico.

 

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