O presidente da Fundação do Meio Ambiente de Santa Catarina (Fatma), Murilo Flores, confirmou ao PortoGente a existência do estudo do biólogo Paulo Simões Lopes, que não foi incluído do Estudo de Impacto Ambiental e Relatório de Impacto Ambiental (Eia-Rima) do estaleiro da OSX. Já o diretor de Sustentabilidade da empresa, Paulo Monteiro, diz que o professor errou ao confundir porto com estaleiro. Durante as três audiências públicas foram levantadas perguntas a respeito do parecer. Em Biguaçu, na audiência, Monteiro afirmou que iria enviar o estudo para a Fatma.

 

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O estudo, segundo o presidente da Fatma, chegou ao seu conhecimento pela ONG Montanha Viva que, no dia 7 último, protocolou documento junto à fundação, solicitando explicações pela não inclusão do estudo no Eia-Rima do estaleiro. “Não sabíamos (do estudo). Uma ONG nos pediu uma informação e contatamos a Caruso Jr. para saber do que se tratava. Produziram um estudo semelhante com dados atuais que contestam os do professor. Irão nos enviar para dar conhecimento, junto com os dados anteriores”.

 

Já o diretor de Sustentabilidade da OSX, Paulo Monteiro, diz que o estudo do biólogo não foi deixado de fora. “Existe o seguinte: a Caruso (empresa contratada pela OSX para fazer o Eia-Rima), em abril de 2009, contratou o professor Simões para fazer uma avaliação de que tipo de coisa deveria tomar mais cuidado. Ele fez em cima de perguntas, nem foi em cima do projeto, porque não tinha na mão dele, porque não tinha o projeto”.

 

Segundo Monteiro, o biólogo teria feito confusão entre porto e estaleiro, mas mesmo assim, ainda de acordo com o diretor da OSX, vários dos seus itens foram incorporados ao Eia. “Ele errou, não é porto, é estaleiro. Ele errou quando disse que afetava os golfinhos porque não tinha projeto. Ele não viu o projeto, não viu nada. Foram dados números iniciais, do potencial do que iria ser feito conceitual. Não existe um parecer que nega, que esconde, ele fez uma avaliação de impactos a serem estudados. E foram, não está escondido, todo processo nosso é transparente”.

 

PortoGente foi informado pela Assessoria de Imprensa que o Ministério Público Federal em Santa Catarina está analisando o caso e ainda não irá se manifestar sobre o assunto.

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