O primeiro trimestre de 2017 fechou com aumento das movimentações de carga nos setores portuário e ferroviário. De acordo com os dados reunidos pela Secretaria de Política e Integração (SPI) do Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil, os portos brasileiros tiveram 4% a mais de circulação de produtos, comparado ao mesmo período de 2016, saltando de 233 milhões de toneladas para 242,5 milhões. Nas estradas de ferro, também com base no primeiro trimestre de 2016, o volume de cargas em toneladas foi de 116,6 milhões para 123,5 milhões, conferindo o crescimento de 5,9%.

O período de apuração dos dados marca um momento histórico para a indústria agropecuária brasileira. Entre janeiro e março, foram produzidas cifras recordes da safra de grãos, com a estimativa de 220 milhões de toneladas a serem produzidas até o fim de 2017. Mas, para evitar o que ocorreu em 2013, quando as estradas até o Porto de Santos ficaram totalmente congestionadas devido ao excesso de caminhões, o governo federal tem tomado medidas para assegurar que sejam promovidos investimentos em infraestrutura, como o agendamento para as descargas e a priorização da ampliação do terminal Santista, que já tem 97% da obra concluída. Em apenas um dos terminais de cargas estão sendo investidos R$ 2,7 bilhões.

Perspectivas
Com a expectativa de exportar 72,9 milhões de toneladas de soja e 24 milhões de toneladas de milho da safra 2016/17, o Departamento Nacional de Infraestrutrua de Transportes (Dnit), vinculado ao MT, investirá mais de R$ 2,2 bilhões em obras relativas ao Arco Norte, para garantir o escoamento de 23,8% dos grãos pelo corredor. Serão obras para recuperação e manutenção de rodovias, consideradas vitais para a exportação da safra agrícola, com destaque aos trechos das BRs 158, 163 e 364.

Os recursos serão empregados em 20 projetos que, ao final de todos os processos licitatórios, totalizarão 3.409 quilômetros de rodovias em condições ideais de trafegabilidade. A decisão de priorizar o sistema Arco Norte está vinculada aos incentivos aos produtores que, com a melhoria das vias, será oportunizada a prática do menor custo de frete, promovendo o crescimento do setor produtivo que obterá maior rentabilidade e consequente geração de empregos.

 

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