Portogente recebeu e-mail do trabalhador Cileno Borges com carta que ele enviou ao presidente da Companhia Docas do Pará (CDP), Carlos J. Ponciano da Silva, que transcrevemos a seguir:
 
"Senhor presidente
 
Trabalho há 18 anos nessa casa e, infelizmente, nesse pouco tempo, tem-se presenciado um triste histórico de perseguição e assédio moral a empregados, quer seja individual, quer seja coletivamente, configurado por Pads (processos administrativos disciplinares) injustos, armados, tendenciosos e politizados.
 
Isso tanto é verdade que a terceirização das atividades-fins - Guarda Portuária e auxiliares portuários - que está sendo reconhecida pelo MTE (Ministério do Trabalho e Emprego), MPT (Ministério Público do TRabaho), TCU (Tribunal de Contas da União) e MPU (Ministério Público da União) no sentido de a companhia corrigir essas distorções e promover o distrato dos terceirizados, por consequência, promover o resgate dos empregados efetivos aos seus postos de trabalho, de forma plena, legítima e legal.
 
E esse é justamente um dos motivos que fazem perseguições ocorrerem nessa companhia, pois há aqueles que defendem o ponto de vista contra a precarização do serviço e a supressão ilegal dos postos de trabalho dos que aqui foram efetivados de acordo com o artigo 37 da Constituição Federal de 1988 ou que aqui já se encontravam efetivados antes dela.
 
Diante disso e mediante ao fato de se evitar novos conflitos entre os que têm histórico de perseguir e suprimir postos de trabalho dos efetivos dessa casa com aqueles empregados que têm sofrido essas perseguições, venho requerer o que se segue: audiência com vossa senhora no sentido de resguardar os empregados contra certos comissionados nessa companhia."
 
A carta deve ser vista pelo presidente da CDP e até pelo ministro Edinho Araújo, dos Portos, como um bom motivo para que todos se sentem à mesa para o diálogo franco, transparente e democrático. Apelamos para que essa reunião seja realizada. Para o bem da democracia e do porto.
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