O estivador Joanilson Pinto Castelo Branco, 49 anos de idade, conhecido como Castelo, foi preso na madrugada desta terça-feira (3) quando trabalhava em barcaça de celulose, em Portocel, localizado no município de Aracruz (no Espírito Santo), que pertence à empresa Fibria. Castelo se recusou a executar seu trabalho, de empilhadeirista, já que a empresa exigia que o mesmo fosse realizado, descumprindo determinação do Acordo Coletivo de Trabalho.

Com 20 anos de estiva, Castelo disse que se sente bem. “Só quis cumprir o acordo”. Aderiram ao movimento os Sindicatos dos Conferentes de Carga e Descarga e dos Arrumadores. Representantes da Intersindical da Orla Portuária-ES, Federação Nacional dos Estivadores, Fenccovob e da Conttmaf estiveram no local para intermediar e negociar a situação.

Pelo acordo, a cada máquina empilhadeira a ser utilizada deve contar com dois operadores. No caso desta madrugada, o supervisor de operações portuárias, Wallace Breciani Filho, determinou que dois operadores trabalhassem com três empilhadeiras.

Com a recusa de Castelo em prosseguir com as operações o supervisor da Portocel solicitou que ele se retirasse da barcaça e teve como resposta a recusa, já que Breciani não lhe forneceu documento justificando a decisão. Com isso, uma viatura da Polícia Militar foi chamada ao local para a retirada, com o uso de armamento e algemas, do estivador. Imediatamente, a diretoria do Sindicato dos Estivadores foi acionada e orientou que todo o trabalho, naquele terminal, fosse parado e se dirigiu a Portocel para acompanhar a situação.

De acordo com o presidente do Sindicado, a direção do terminal tentou negociar a situação, concordando que a medida, tomada por seus funcionários, foi arbitrária. Contudo, Cícero Benedito Gonzaga se recusou a negociar e está levando o caso para a justiça para amparar o associado. Tentando reverter sua responsabilidade no caso, representante da Portocel disse que toda a responsabilidade pela prisão do estivador foi da Polícia Militar. No entanto, o Boletim de Ocorrência número 1024 – III Cia. do V batalhão da Polícia Militar do Estado do Espírito Santo – consta que “foi feito o uso de algema no abordado por seu supervisor alegar ser o estivador pessoa perigosa”.

As operações em Portocel, a partir da tarde de hoje, passaram a ser Padrão como forma de represália a ação arbitrária cometida contra o estivador capixaba.

Fonte: Assessoria de Comunicação Social do Sindicato dos Estivadores do Espírito Santo

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