Os portos de Santos (SP) e do Rio Grande (RS) registraram forte queda de movimentação de graneis líquidos nos primeiros quatro meses deste ano, segundo estatísticas da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). As duas potências portuárias do País foram as que as mais sofreram com a redução de embarque e desembarque de cargas, em grande parte devido à crise financeira que se instalou em todos os continentes.

 

Foto: Alan Bastos/Porto do Rio Grande

Em Rio Grande, a baixa nos graneis líquidos foi de
20,5%,
o segundo maior índice entre os pesquisados

 

Em relação ao primeiro quadrimestre do ano passado, o porto santista teve de lidar com a queda de 22,38% no total de graneis líquidos movimentados. Enquanto 4.130.684 foram movimentadas de janeiro a abril de 2008, apenas 3.205.900 toneladas foram embarcadas ou desembarcadas em Santos nesses últimos meses. Ainda assim, nenhum outro porto do País chega perto desse desempenho em números totais. A redução em Rio Grande foi no mesmo patamar (20,5%), passando de 1.319.835 toneladas no primeiro quadrimestre de 2008 para 1.049.182 no mesmo período deste ano.

 

Outro porto que vivenciou perdas de mesmo nível foi o de Maceió (AL). Embora o total movimentado no cais da capital alagoana seja bem menos significativo (308.627 toneladas até abril deste ano), o índice de queda foi bem parecido com os de Santos e Rio Grande: 20,31%.

 

Movimentação de graneis líquidos nos portos brasileiros

 

 

 

 

Porto

Jan-abr 08 (t)

Jan-abr 09 (t)

%

 

 

 

 

Belém (PA)

587.884

643.665

+ 9,48%

Fortaleza (CE)

501.088

525.545

+ 4,88%

Maceió (AL)

387.323

308.627

- 20,31%

Rio Grande (RS)

1.319.835

1.049.182

- 20,50%

Santos (SP)

4.130.684

3.205.900

- 22,38%

Vila do Conde (PA)

590.011

645.851

+ 9,46%

 

 

 

 

Fonte: Desempenho Portuário - Antaq

 

Apesar da recessão no setor, alguns portos de menor porte conquistaram importante fatia do mercado e aumentaram sua participação nas exportações e importações de graneis líquidos. Entre os principais ganhadores estão Fortaleza (CE), Belém e Vila do Conde, ambos no Pará. O porto da capital cearense celebra acréscimo de 4,88% nas operações com esse tipo de mercadoria (passou de 501.088 toneladas para 525.545). O crescimento da região Norte do país é puxado por Belém (9,48%) e seguido muito de perto por Vila do Conde (9,46%).

Às diretorias desses e dos demais portos do País, cabe trabalhar com sabedoria para atrair e fidelizar os embarcadores de graneis líquidos. É fundamental não colecionar sucessivas perdas durante esse período difícil da economia mundial.

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