Portos brasileiros carecem de uma boa política de dragagem capaz de garantir profundidade para a navegabilidade de navios de última geração.

O ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, precisa atentar para a delonga que afeta a solução da dragagem dos portos, em especial o de Santos, o mais importante do País. Trata-se de um serviço essencial à atividade portuária. Enquanto a equivocada desestatização da Autoridade Portuária levanta polêmicas, é consenso nas comunidades portuárias o modelo de dragagem privatizada. Sem profundidade à navegação, cai a produtividade na movimentação de carga.

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Editor | Portogente
Dragar mais e por menor preço os portos do Brasil

Por tantos interesses envolvidos no comércio marítimo internacional que buscam superar a crise econômica que assola o Brasil, as decisões precisam traduzir a ideia em um sistema de ação de esforços alinhados. Porém e sob a ótica de estratégia, pode-se adiantar que será impossível concretizar o compromisso de campanha do candidato Jair Bolsonaro de chegar ao final do governo com patamares similares aos dos portos asiáticos de Busan, Yokohama e Kaohsiung.

Opinião | Luiz Alberto Costa Franco
* Erros conceituais prejudicam dragagem no Porto de Santos

As empresas falam e agem pelas pessoas que estão a sua frente. A Autoridade Portuária do Porto de Santos fez um emergencial de dragagem por seis meses e, no entanto, nada aconteceu. Há mais de um mês, lançou um edital de mais de R$ 300 milhões para contrato de 24 meses e acaba de suspender. E pede doações para o estudo da concessão de dragagem. E isto não acontece por acaso. Isso demonstra uma Secretaria Nacional de Portos e Transportes Aquaviários (SNPTA) desorientada.

Pouco se sabe o que pensam as associações de classe que utilizam o porto como meio das suas atividades. Ou melhor, não houve ainda o debate necessário para contribuir com a construção de uma reforma como se deseja e, por isso, não se sabe, ainda, como construí-la. Diferente dos anúncios sem nexo da passagem para o ministério da Economia, nossos portos precisam apresentar ao menos seus respectivos planejamentos de médio prazo robustos

Opinião | Matheus Miler 
Considerações sobre a autoridade portuária

Uma porto público moderno deve ter uma administração de alta direção independente, poderosa e responsável. Ter responsabilidade com a direção exitosa do negócio, por meio de planejamento, estratégia e valores, com foco na produtividade e competitividade. Assim deve ser a Autoridade Portuária que o secretário Nacional dos Portos Diogo Piloni precisa idealizar.

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*O Dia a Dia é o editorial do Portogente publicado de segunda a sábado e expressa fielmente a posição coletiva dos responsáveis pela redação do website