Em cerimônia concorrida na manhã da última quinta-feira (03/11), o ministro dos Transportes, Portos e Aviação Civil, Maurício Quintela, juntamente com o governador Confúcio Moura, assinou o contrato que possibilitará a partir de 2017, a dragagem do rio Madeira, transformando o trecho de Porto Velho a Manaus efetivamente em uma hidrovia. O evento ocorreu durante a liberação do tráfego da segunda pista do viaduto do Trevo do Roque, em Porto Velho, e contou ainda com a presença de parlamentares da bancada federal de Rondônia e autoridades locais.

O ministro Maurício Quintela afirmou que para garantir que tanto o Estado, quanto a região Norte do País continuem se desenvolvendo e prosperando, serão investidos na dragagem R$ 80 milhões durante os próximos cinco anos. De acordo com o ministro, isto é extremamente necessário para preservar a navegabilidade do rio. “A partir desta contratação, mesmo no período de grave estiagem, como a que estamos enfrentando agora, onde em ponto crítico o nível do rio chegou a três metros, a profundidade do rio chega a quatro metros, trazendo risco para as embarcações, será possível assegurar a navegação durante todo o ano”, disse.

Quintela assegurou que esta é uma providência fundamental, em virtude do rio Madeira ser um dos principais corredores logísticos do País, integrando o arco norte pela hidrovia do Madeira, onde é feito o escoamento da produção agrícola dos principais produtos dos estados do Mato Grosso e Rondônia, soja e milho, além de outros insumos, como combustíveis e fertilizantes que são encaminhados para Porto Velho e Manaus.

O governador Confúcio Moura falou de sua alegria e de todos os produtores do Estado de Rondônia, que sentirão igualmente alegres com a assinatura do contrato de dragagem do rio Madeira. Para ele, muita gente não entende o que é dragagem do rio Madeira. “É tirar os bancos de areia do meio do rio para que a navegação possa se fazer durante todo o ano, esse é o objetivo”, explicou.

Confúcio Moura enalteceu a importância da obra para a economia do Estado. “Muita gente não consegue entender qual a importância dessa obra. No nosso caso aqui, basta olhar no portal da transparência o prejuízo na arrecadação do Estado, o prejuízo do movimento dos postos de gasolina, dos hotéis, dos restaurantes, enfim, de tudo, porque foi desviada a rota do transporte pesado para Santos e Paranaguá, então essa dragagem gera para nós um viés econômico extremamente importante. Desta forma, esta visita não é uma simples visita, não é uma visita protocolar, é uma visita de compromisso efetivo da retomada do crescimento do nosso Estado e do nosso País”, comemorou Confúcio.

ESCOAMENTO

O diretor presidente da Sociedade de Portos de Hidrovias de Rondônia (Soph), Leudo Buriti, comemorou a iniciativa, ressaltando que a obra é de fundamental importância para a navegabilidade. “A possibilidade de escoamento da produção e o transporte seguro de cargas gerais, pois em determinadas épocas do ano a movimentação de cargas é reduzida em função da seca do rio, e com uma manutenção programada sendo realizada anualmente, certamente, o rio apresentará melhores condições de trabalho para todos. Neste novo cenário, projetamos ainda mais desenvolvimento para o Estado”, comemorou.

Para o presidente da Federação Nacional das Empresas de Navegação (Fenavega) em Rondônia, Raimundo Holanda, a assinatura do contrato é um marco, principalmente para a navegação interior, saída pelo arco norte, que corresponde ao rio Madeira, Tapajós, Tocantins e Araguaia.
Segundo ele, transformando o Madeira numa hidrovia, que é um dos rios que mais transporta sedimentos no mundo e que está bastante assoreado, para os demais serão muito fáceis de fazer a dragagem. “Vamos ter pela primeira vez uma condição de navegabilidade diferente com esse contrato que está sendo assinado hoje para a dragagem do rio madeira e esperamos que dando certo que realmente se transforme o Madeira numa hidrovia”.
Na oportunidade o chefe da unidade regional da Agência Nacional de Transportes Aquaviário (ANTAQ), Paulo Cunha, afirmou que a assinatura deste contrato, significa a realização de uma pretensão antiga das empresas de navegação, principalmente do Porto Público de Porto Velho. “Todos que operam na hidrovia do Madeira, sem dúvida terão ganhos significativos tanto em termo de segurança da navegação como em volume de cargas transportadas”, vislumbra Cunha.

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