Quem entende um pouco de logística, ou de produção e distribuição, sabe que tudo o que se produz precisa ser enviado ao mercado consumidor. Esse processo precisa ser eficiente e fácil de ser administrado. Dependendo do tipo de produto precisa ser extremamente rápido e seguro senão se corre o risco de sua perda.

Como manter estoque é hoje um custo que pode comprometer a competitividade, mais ainda importantes passam a ser as garantias de um processo logístico ágil, eficiente e barato.

Qualquer gargalo no sistema de logística pode implicar em reter estoque no elo antes do gargalo – isto é mais custo -, como, eventualmente no elo saída do gargalo, pode ser preciso também ter mais estoque, para garantir a não quebra de todo o suplly chain. Eventualmente o que pode acontecer é que o cliente não queira mais continuar com seu atual fornecedor, ou que o preço de venda seja reduzido para compensar estoques.

De todas as formas o fornecedor perderá. Os recentes levantamentos solicitados pelo BNDES apresentaram números que só são surpresa para os desinformados totalmente.

Os aeroportos principais do País trabalham no limite de sua capacidade ou acima dela. Isto é gargalo no desembaraço de importação ou de exportação. Os portos principais também não possuem infraestrutura para suportar qualquer aumento.

Em Manaus as cargas demoram mais de ½ mês para serem liberadas. Em meio mês de atraso o custo mínimo, apenas considerando o uso do dinheiro, pode-se imaginar uma perda de 1%. Se uma empresa trabalha com margem de lucro sadia de 8% estamos falando de uma perda de mais de 10% do lucro (1/8), o que convenhamos não é nada interessante.

Sabe-se que nossa exportação não cresceu como devia por conta da crise internacional. Em termos gerais estamos ao redor do mesmo patamar de antes do início da crise.

Logo, o problema de infraestrutura logística é realmente muito sério, pois perder venda implicará em perder postos de trabalho. Em que tem atuado o Governo Federal nesse aspecto: nada.

Todo o projeto de infraestrutura requer planejamento de longo prazo, o que, como insisto, nunca fez parte de nossa política.

Acontece que no mercado internacional não há perdão. Fornecedor que falha uma, duas vezes, é descartado.
 
Reconquistar cliente insatisfeito é uma missão custosa e muito demorada. Mas parece que ninguém no governo sabe disso.

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