O maior porto da América Latina, o Porto de Santos, abriga em toda a sua extensão cinco operadoras de terminais de contêineres. A Libra Terminais é uma delas e, além de operar contêineres em Santos, através do T-37, também possui um terminal no Rio de Janeiro. E hoje, ser o maior e mais moderno terminal de contêineres do Porto de Santos exige investimento e padrão de qualidade. Há quase dez anos operando no cais santista, a Libra Terminais conquistou uma posição privilegiada: só no ano passado movimentou 450 mil contêineres. No mês, são 70 escalas de navios com a movimentação de 42 mil contêineres.

 

Após ter vencido a primeira licitação pública de um terminal realizada pela Codesp em 1995, a Libra injetou 70 milhões de dólares na modernização do Terminal 37. Hoje há 700 empregos diretos, mais 1.200 terceirizados entre transporte, manutenção, segurança e vistoria de cargas. É a segunda maior contratante de mão de obra avulsa no Ogmo. São cerca de 4.500 postos de trabalho.

 

O engenheiro Henry James Robinson, diretor técnico da Libra,  acompanha desde o início o desenvolvimento e crescimento da empresa. Ele conta que ao chegar no Porto de Santos, o retrato era de um cais congestionado em que os navios ficavam até seis dias e meio para atracar e operar contêineres.

 

Já em 96, a média de produtividade da Libra alcançava índices superiores aos do porto. Enquanto a média era de 7,5 contêineres por hora / navio, a Libra já operava 22 contêineres por hora / navio.

 

Desde então, a empresa de capital 100% nacional, tem investido maciçamente em tecnologia, em equipamentos de alta eficiência e em técnica de gestão.

 

Para 2005/2006 está previsto o investimento de mais U$ 29 milhões em equipamentos e em uma nova área adquirida em Cubatão para desafogar a operação de contêineres.

 

Sobre o transporte viário, Henry acredita que a construção das avenidas perimetrais, por exemplo, já estão atrasadas. Ele fala que existe uma dicotomia do que foi investido no terminal portuário e do que foi investido em nível de transporte. Sobre o acesso hidroviário, acredita que com a dragagem, o problema já começa a ser equacionado. Com relação ao acesso terrestre acredita que exista no Brasil o melhor sistema rodoviário com a Anchieta/Imigrantes, mas que as perimetrais são necessárias para facilitar o transporte das cargas. Henry enfatiza ainda que o porto de Santos deve pensar numa agilização do transporte ferroviário de curtíssima distância.

 

Segundo o diretor, com o crescimento dos navios, alguns portos não vão ter mais condições físicas de atender aos navios e nem o armador vai ter condições econômicas, portanto o transbordo se tornaria uma alternativa no comércio exterior das cargas.

 

Na sua opinião, "a tendência dos navios tem sido crescer. Na medida em que eles crescem são menos escalas com mais movimentação de carga, o que é o cenário ideal operacional. E na medida em que isso acontece, a nossa meta está em contêineres. A previsão é fechar 2005 com o movimentação de 500 mil contêineres", ressalta.

 

Uma empresa desse porte, além de fortíssimos investimentos em equipamentos como portêineres (cerca de U$ 7,5 milhões) para atender navios acima de 5 mil TEUS, tem como prioridade não só a segurança patrimonial, mas a de todos os envolvidos nas atividades da operadora.

 

Sobre as normas de segurança internacional, o ISPS Code, Henry afirma que a implantação no terminal foi tranqüila, mesmo necessitando de investimentos adicionais. Quando se exigiu a implantação dessas medidas de segurança, boa parte das exigências já eram cumpridas pela operadora, lembra o diretor. A Libra Terminais foi o primeiro terminal nacional a obter a certificação definitiva.

 

A Libra prima pela excelência de seus serviços e, para tanto, investe na qualificação de seus profissionais. Prioriza buscar  mão de obra dentro da própria empresa. Oferece treinamento técnico ao profissional e acadêmico. Muitos trabalhadores têm bolsa de estudo. Henry conta que a possibilidade de ascensão é real já que existem funcionários que começaram no “chão de fábrica” e hoje ocupam posições de gestão importantíssimas.

 

O Porto de Santos, maior exportador de açúcar do mundo, tem batido recordes de movimentação. Só em 2004, foram 1,8 milhões de TEUS.

 

Porém, existe um conflito operacional muito grande no porto.    Cinqüenta e seis por cento do comércio exterior são de produtos industrializados; 23% de produtos semi-manufaturados e 21% de produtos básicos.

 

Na opinião de Henry, o ideal seria reestudar os fluxos das cargas e caracterizar bem quais são dependentes de tempo daquelas que fazem parte de um processo diferente de logística.

 

A Libra Terminais apóia projetos culturais que contribuem com uma sociedade mais consciente de sua função social. Atualmente, três são os programas: Programa Nossa Praia, um dos programas de conscientização ambiental mais importantes do litoral brasileiro; Programa  Arte no Dique, motivo de orgulho e satisfação onde a comunidade carente da Zona Noroeste se vê reinserida socialmente através de atividades culturais e musicais e o terceiro projeto é a manutenção da programação da Pinacoteca Benedito Calixto.

 

fotos: site Libra T-37

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