Com o ministro Pedro Brito na Secretaria de Portos, houve a prevalência do critério técnico para a formação das diretorias das companhias docas, quebrando o critério anterior, onde prevalecia o critério político, dentro do loteamento.

Mas não foi, como não será, um critério exclusivamente técnico, pois há sempre necessidade de respaldo político para validar a escolha.

Em alguns casos, como São Paulo, há pouca interferência dos políticos regionais, com o domínio de alguns poucos grupos políticos de âmbito nacional. Mas em outras regiões, a disputa política é grande, pela maior importância relativa do porto no estado.

Do ponto de vista nacional e histórico, cabe indagar se critérios técnicos ou políticos alteraram substancialmente a situação e evolução dos portos? Na prática, a gestão portuária não esteve nas prioridades governamentais, sendo uma das primeiras áreas escolhidas para o loteamento político, em nome da governabilidade. Com políticos ou técnicos, os portos brasileiros continuaram defasados e deficientes.

A questão é menos de nomes, mas da efetiva atenção governamental com os portos.


Acessos terrestres a portos como o de Vitória não
contemplam necessidade de importadores e exportadores

Eles estão defasados com relação ao crescimento do comércio exterior e comprometem a competitividade dos produtos brasileiros de exportação.

Mas como havia saldos comerciais, os investimentos foram sendo adiados. Agora que a situação está se revertendo com uma nova tendência de déficits comerciais, os portos passam a ter uma importância estratégica.

A prioridade foi dada à dragagem, porém outros pontos vitais ficaram defasados, principalmente, os acessos terrestres. Os tempos de permanência dos navios continuam elevados, com baixa eficiência operacional.

Mudará a importância da gestão portuária para o novo Governo?

Leia mais no blog Inteligência Estratégica, de Jorge Hori

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