Missão é levantar informações e disseminar internacionalmente medidas para manter os portos operacionais e mitigar o coronavírus

Grande porta para o comércio internacional no Brasil, o Porto do Açu, localizado em São João da Barra (RJ), assume função estratégica como líder junto a importantes parceiros nacionais e globais nas discussões de medidas importantes contra a disseminação do Covid-19. Eleita em janeiro deste ano como vice-presidente da Associação Internacional de Portos (IAPH) na América do Sul e Central, a diretora de Negócios Internacionais & Inovação do Porto do Açu, Tessa Major, também presidirá a força-tarefa contra o vírus pela IAPH, com a missão de analisar os impactos na indústria portuária internacional e reunir informações com base em referências de sucesso.

Com o avanço do coronavírus no Brasil, o Açu contactou portos de todo o mundo para coparticipar do mapeamento dos desafios e soluções implementadas para evitar a disseminação do Covid-19. O benchmark (quando as melhores práticas são compartilhadas) foi realizado em tempo recorde e englobou coleta de dados, processamento e emissão de relatório analítico com as iniciativas adotadas. O resultado foi reconhecido pela IAPH, que distribuiu o documento e criou a força-tarefa para dar continuidade às trocas de experiências entre os portos. O grupo é composto por especialistas portuários reconhecidos mundialmente, como Antuérpia, Roterdã, Londres, Felixstowe, Los Angeles, Guangzhou e Busan.

A partir deste relatório, são propostas pelo Porto do Açu diretrizes em nível mundial para mitigar os impactos do coronavírus na indústria portuária. "Em todas as situações de crise e resposta a emergências, comunicação e colaboração pró-ativas são essenciais para garantir ações efetivas e eficientes. Isso não seria diferente frente ao Covid-19, ainda que ele tenha um alcance global. Ao reunir, nesta força-tarefa, um grupo de profissionais situados em diferentes partes do mundo, nosso objetivo é fornecer orientação, informações e suporte aos mais diversos portos, para incentivar o mapeamento dos seus planos de resposta e mitigação em andamento, além de implementar melhorias inspiradas nas melhores práticas globais. O Porto do Açu também usará dessa força-tarefa, ao mesmo tempo que nos esforçamos para lidar com o impacto do vírus, resguardando a segurança de todos e mantendo as operações portuárias ativas", comenta Tessa Major.

Entre as práticas observadas e incentivadas, o relatório concluiu que a maioria dos portos ativou comitês de crise para monitorar o progresso do Covid-19 e propor diretrizes de mitigação. O home office e os turnos alterados para os trabalhadores operacionais também foram implementados por todas os portos associados à IAPH. Outra ação importante envolve o diálogo transparente com os funcionários e a comunidade, por meio de atualizações diárias com conteúdo educacional, a fim de disseminar as recomendações das agências de saúde.

A força-tarefa incentivará os portos de todo o mundo a compartilhar conhecimento, para que possam dar continuidade às suas operações com segurança, durante a pandemia. Dados os impactos causados pelo Covid-19, é vital manter os portos em movimento para garantir que os países recebam materiais e bens essenciais para suas populações. A força-tarefa também estudou medidas para manter todos os funcionários e comunidades do entorno dos portos saudáveis e seguros. A conclusão é que ações coletivas e colaborativas serão fundamentais para manter a segurança e impedir a propagação do novo vírus.

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