A carreira na área de segurança cibernética pode ser promissora, segundo prevê um levantamento divulgado pela Cybersecurity Ventures, empresa pesquisadora da economia cibernética global. De acordo com a entidade, a previsão é que até 2021 sejam ofertadas cerca de 3,5 milhões de vagas de empregos em cibersegurança, um número que vale uma maior atenção.

Cibersegurança

Ainda assim, esses novos postos de trabalho não seriam suficientes para lidar com o alarmante aumento do cibercrime, que deverá custar ao mundo US$ 6 trilhões, por ano, até 2021 - número muito superior aos US$ 3 trilhões de 2015. Rafael Narezzi, especialista internacional em cibersegurança e idealizador da conferência Cyber Security Summit Brasil, alerta que esses números não retratam a realidade e que eles são ainda maiores. “Não é possível mensurar ao certo os reais prejuízos que o cibercrime vem causando, já que em alguns países não há órgãos que exijam que as empresas reportem esses ataques. Por isso, acredita-se que esses números sejam multiplicados”, diz.

Rafael Narezzi explica que a falta de mão de obra especializada é um grande problema e abre brechas para grandes ataques cibernéticos, o que não somente prejudica empresas, mas também organizações, governos, até hospitais e toda a população. “Já vivemos em um mundo 90% conectado. Os profissionais de cibersegurança passam a ser os maiores responsáveis por detectar brechas, traçar planos de contingência e encontrar rápidas soluções. Eles também cuidarão da segurança de todos, ou seja, já não são mais dispensáveis”.

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Mas o que ainda preocupa é que uma parte considerável de empresas e demais organizações demonstram não se preocuparem com os riscos cibernéticos. Uma pesquisa realizada pela Gartner apontou que 95% dos Chief Information Officers (CIOs) esperam crescimento nos ataques cibernéticos, no entanto, 65% de suas organizações contam com especialistas em cibersegurança para lidar com eles. Rafael diz que esse percentual é baixo levando em consideração a rápida convergência tecnológica mundial.

Os desafios nesta área vão muito além da demanda por profissionais de segurança cibernética, chegando a um patamar de mutação em suas habilidades. Afinal, como deve atuar um especialista em cibersegurança? Seus conhecimentos devem se limitar à área técnica? Quais características esse profissional deve possuir? Essas e outras perguntas serão respondidas no próximo Cyber Security Summit Brasil 2019, que acontece entre os dias 25 e 26 de julho, em São Paulo, no Rooftop 5 & Centro de Convenções do Instituto Tomie Ohtake.

De acordo com Narezzi, o conhecimento técnico é fundamental para atual nessa área, porém é preciso ir além das tecnologias e não se isolar no contexto hipertecnico. Um especialista de cibersegurança precisa compreender o contexto dos negócios, entender o panorama jurídico de segurança, liderar, representar organizações externamente, comunicar-se com a alta administração, incluindo conselhos e toda a organização. Aqueles que possuírem uma linguagem de negócio, com sua habilidade técnica, será conquistador de posições vitais em empresas.

“Infelizmente, hoje estamos lidando com métodos de ataques adaptativos que não escalam bem com controles de segurança estáticos, como os atualmente implantados. As tecnologias passam por mutações e, com elas, o cibercrime também. Por isso, é importante treinar a próxima geração de guerreiros cibernéticos para que eles desenvolvam habilidades de rápida adaptação para nossas defesas. Eventos como o Cyber Security Summit Brasil servem de ferramentas educacionais para a evolução do ciberespaço moderno, na tentativa de melhor equipá-lo com as ferramentas inestimáveis, afim de preencher as lacunas de habilidades existentes, como os vetores de ataques que podem evoluir contra os caminhos de menor resistência”, acrescente Narezzi.

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