Cita PortoGente, na coluna Gazeta: "Na briga entre o lobby do agro-negócio, de um lado, e o da construção naval e navegação, de outro, por enquanto vence a batalha os que defendem a exclusividade nacional na cabotagem. Mas a guerra está longe do final, com o Ministro da Agricultura querendo permitir e a Ministra Chefe da Casa Civil, querendo proibir estrangeiros no setor."

Ora, os estrangeiros querem que a navegação de cabotagem no Brasil seja aberta à exploração por eles. Desejo legítimo. Só que o Brasil também quer. E nos EUA, por exemplo, ela não é aberta a estrangeiros por razões até de segurança nacional. Além disso, os navios sempre foram subsidiados na construção: em troca de terem certas características que permitiriam rápida transformação em belonaves (com o acréscimo do armamento), o governo bancava parte dos custos de sua construção.

Só para lembrar: apesar dos superávits no comércio internacional, o Brasil já amarga uma pesada conta de serviços, com divisas indo embora no pagamento de fretes marítimos. Quando havia um certo eqüilíbrio no comércio internacional, com as Conferências de Fretes e os Acordos Bilaterais de Fretes, uns 40% do tráfego marítimo internacional no Brasil eram em navios brasileiros, outros 40% do país que comerciava conosco nesse tráfego, e só 20% eram de terceiras bandeiras. Hoje, 97% do comércio exterior brasileiro é feito usando navios estrangeiros. E quem paga essa conta somos nós, com a saída de divisas no aluguel dos navios...

Vamos aumentar essa conta ainda mais?

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*O Dia a Dia é o editorial do Portogente publicado de segunda a sábado e expressa fielmente a posição coletiva dos responsáveis pela redação do website