O presidente da Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam), José da Fonseca Lopes, publicou, nesta terça-feira (22/05), novo vídeo pedindo à categoria que continue o movimento iniciado no dia 21 último. Apesar do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, ter manifestado interesse em reduzir a alíquota da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide), a categoria manterá a agenda de protestos pelo País. A entidade enfatiza que "é imprescindível uma política de isenção dos impostos incidentes no oléo diesel e o controle dos aumentos do combustível".

Caminhoneiros AgenciaBrasilCaminhoneiros fazem protesto contra a alta no preço dos combustíveis
na BR-040, próximo a Brasília. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A Abcam informa que a incidência tributária é responsável por 27% do preço final do produto, sendo 1% Cide, 12% Pis/Cofins e 14% ICMS. A cobrança da Cide é de R$ 0,10 por litro de gasolina e de R$ 0,05 por litro de diesel. "Até um posicionamento efetivo do Governo, a entidade pede firmeza nos protestos", promete a Abcam. De acordo com a assessoria da Abcam, cerca de 200 mil caminhoneiros aderiram ao movimento. “Nossa expectativa é que esse número fique ainda maior hoje, tanto do ponto de vista da adesão de caminhoneiros como do número de pontos interditados. Tudo motivado pela falta de retorno por parte do governo, ainda mais após ter sido anunciado o sexto aumento do preço dos combustíveis, em uma semana. Isso foi visto como uma afronta pelos caminhoneiros”, disse a assessora da entidade, Carolina Rangel.

Já o governo se mostra paralisado. Não vai para frente nem para trás. Quem deu o tom de tal situação foi o próprio ministro-chefe da Casa Civil da Presidência da República, Eliseu Padilha. No primeiro dia do movimento, na segunda-feira, ele disse que ainda não há uma definição do que será feito em relação aos aumentos constantes dos combustíveis. “O que vamos tentar é ver se encontramos um ponto em que possa ter um pouco mais de controle nesse processo para que os maiores interessados, o cidadão brasileiro e os transportadores, possam ter previsibilidade em relação ao que vai acontecer”, disse o ministro, durante evento no Palácio do Planalto.

Ou seja, nada à vista. E os preços só aumentam. Por outro lado, o País carece de uma rede de transporte com intermodalidade inteligente e sustentável. Hoje, boa parte da movimentação das cargas se dá pelas estradas. O que vale dizer que o que os transportadores autônomos levantam precisa ser discutido com seriedade e sem delongas. Por outro lado, a falta de liderança e a perda de controle da economia mostram um horizonte com pouca perspectiva.

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*O Dia a Dia é o editorial do Portogente publicado de segunda a sábado e expressa fielmente a posição coletiva dos responsáveis pela redação do website

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