Sábado, 13 Abril 2024

Não faz parte apenas do senso comum a ideia de que homens cuidam menos da saúde do que as mulheres. Na verdade, os números falam por si. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a expectativa de vida masculina é de, aproximadamente, sete anos a menos do que a feminina.

A razão está associada aos hábitos de vida, como sedentarismo, tabagismo, estresse, entre outros fatores. A falta de atenção em relação à saúde pode desencadear doenças cardíacas, hipertensão e, até mesmo, levar ao diagnóstico do câncer de pulmão, o que mais mata entre os homens, de acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca).

O principal entrave em relação à saúde do público masculino é que os homens não costumam ir ao médico com frequência, dificultando a identificação de doenças no estágio inicial. Pesquisa realizada pela Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) revela que 46% dos homens só vão ao médico quando sentem algo.

Em entrevista à imprensa, a presidente do Instituto Lado a Lado pela Vida, Marlene Oliveira, comparou a diferença nos cuidados com a saúde, conforme o recorte por gênero. Segundo ela, ao contrário das meninas, que são incentivadas a visitar regularmente um ginecologista desde a adolescência, os meninos vão para fase adulta sem desenvolver a consciência da importância do monitoramento da saúde.

De acordo com o levantamento “A Saúde do Brasileiro”, realizado pelo Instituto Lado a Lado pela Vida, 86% dos entrevistados reconhecem a necessidade de ter mais cuidado com a saúde. Para eles, os maiores impedimentos encontram-se na rotina estressante (51%) e no acesso à assistência médica (32%).

Dado o contexto, é observado, cada vez mais, o empenho nas campanhas de conscientização sobre a saúde do homem. Um exemplo é o movimento novembro azul, que busca deslegitimar preconceitos, medos e insegurança sobre a prevenção e o tratamento do câncer de próstata.

Outra medida é a campanha #VemProUro, realizada em setembro, pela SBU, que aborda a importância das visitas ao urologista desde a adolescência.

Por que os homens vão menos ao médico?

Em 2022, foram registrados mais de 312 milhões de atendimentos masculinos no Sistema Único de Saúde (SUS), enquanto os femininos representaram 370 milhões, conforme dados divulgados pelo Ministério da Saúde.

Já a pesquisa realizada pelo Centro de Referência em Saúde do Homem de São Paulo, em 2023, identificou que 70% dos homens que procuram ajuda médica fazem isso com o auxílio de mulheres ou filhos.

No artigo científico “Por que os homens buscam menos os serviços de saúde do que as mulheres?”, pesquisadores do Instituto Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz) apontam que um dos motivos que explica a diferença nos cuidados com a saúde de homens e mulheres está relacionado à construção do papel social entre os gêneros.

Normalmente, as atividades de cuidado estão associadas ao feminino, enquanto os homens estão ligados à virilidade e força. Dessa forma, o estudo mostra que, muitas vezes, o ato de procurar ajuda médica pode ser visto por eles como fraqueza e vulnerabilidade. Até em casos em que o homem precisa fazer cirurgia, a questão pode ser adiada.

Além disso, os entrevistados ouvidos no estudo apontaram outros fatores para a resistência na procura de assistência médica, como carga horária do trabalho, vergonha do corpo e medo de descobrir doenças graves.

Câncer de próstata é a maior preocupação

Dados da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) revelam que 58% dos brasileiros têm medo de desenvolver câncer de próstata. Na sequência, está a disfunção erétil com 43%. Outro índice que chama atenção é em relação à desinformação sobre a doença, 85% dos entrevistados afirmaram não conhecer os sintomas do câncer de próstata.

Segundo informações do Ministério da Saúde, apesar da possibilidade de a doença ser assintomática no estágio inicial, alguns sinais merecem atenção, como dificuldade para urinar; maior frequência urinária; presença de sangue na urina; diminuição do fluxo e demora para iniciá-lo e finalizá-lo.

Por conta disso, o órgão incentiva ações de prevenção ao câncer de próstata, bem como a disponibilização de informações e a conscientização da realização do exame de toque. Segundo estimativas do Inca, 71.730 novos casos anuais da doença devem surgir entre até 2025.

Apesar do câncer de próstata ser o segundo mais incidente em homens, perdendo apenas para o câncer de pele não-melanoma, não é o que mais mata. Quando diagnosticado em estágio inicial, as chances de cura podem chegar a 90%. Sendo assim, a recomendação da SBU é a realização do exame de sangue (PSA) e toque a partir dos 50 anos, e, em casos de histórico familiar, a partir dos 45.

 

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