Dentes desalinhados podem causar variadas sensações e alterar as feições e a própria percepção. Por esse motivo, o uso de tratamentos como alinhadores e aparelho invisível é recomendado.

Primeiramente, o problema na dentição pode causar um impacto estético e funcional, fazendo com que as pessoas não sorriam ou tenham problemas mastigatórios, o que pode interferir em diversos âmbitos da vida.

Para resolver esses problemas surgiu o aparelho ortodôntico de metal. Atualmente, no entanto, o modelo foi aperfeiçoado e o tratamento ganhou novas tecnologias e o destaque é o aparelho invisível.

O aparelho invisível chamou a atenção por não interferir tanto na estética dos dentes e da face como ocorre com os metálicos. Além disso, o modelo pode trazer resultados mais rápidos e eficientes.

Neste artigo falaremos sobre como surgiu o aparelho, sua usabilidade, além das vantagens e desvantagens deste tratamento que revolucionou o mercado da ortodontia.

Do sorriso metálico ao transparente: a evolução dos aparelhos ortodônticos

A história dos aparelhos ortodônticos, assim como a prática de extração de dente, começou há alguns séculos atrás. Para se ter uma ideia, os primeiros modelos apareceram em 1728, na França, pelas mãos do médico Pierre Fauchard.

Conhecido como "bandeau", a criação de Fauchard consistia em alinhar a arcada dentária, corrigindo os dentes “encavalados”. O “bandeau” parece uma ferradura de cavalo e, apesar de parecer simples, a invenção de Fauchard revolucionou a ortodontia.

Já Gaston Delabarre, também francês, foi o responsável pela invenção dos fios metálicos, necessários para prender os dentes. Inclusive, essa invenção é utilizada até hoje nos aparelhos tradicionais.

Em 1841, o também francês Joachim Lefoulon, criou o termo “ortodontia” para especificar uma área da odontologia que cuidava das deformidades e acidentes na boca.

Já no século XIX, o norte-americano Edward Angle, inventou um modelo de aparelho que consiste em um arco composto por metal pesado, com dois lados em metal parafusados nos molares primários.

Angle não parou de revolucionar os aparelhos e em 1911, já no século XX, inventou o sistema de pino e tubo, no qual cada peça age individualmente nos dentes.

Por conta disso, esse sistema é chamado de “avô dos bráquetes”, sendo que o Angle é considerado o pai da ortodontia moderna.

Os estudos continuaram avançando depois de Angle, surgindo diversos testes e inovações como os bráquetes e itens como:

Bandas;

Fios;

Colas;

Pinos.

Para se ter uma ideia, entre 1950 e 1975 surgiram os primeiros bráquetes de aço e uma cola especial que diminui a necessidade de soldagem.

Já nos anos 80 o aparelho se popularizou com duas versões, a fixa e a móvel, principalmente em crianças e adolescentes.

Nesse momento surgiram as famosas borrachinhas coloridas, que ficam presas no fio dos bráquetes, podendo ser escolhidas conforme o gosto do paciente - seja para chamar mais atenção ou minimizar a visualização da estrutura metálica.

Nesse sentido, para diminuir o impacto visual, o aparelho fixo estético surgiu, sendo produzido com materiais transparentes de policarbonato, porcelana e safira.

Contudo, foi nos anos 90, precisamente em 1997, que Zia Chishti, americano de origem paquistanesa, criou o aparelho ortodôntico transparente. Entretanto, esse modelo passou a ser regulamentado em 1999.

Na prática, o aparelho, também chamado de alinhador transparente, revolucionou a ortodontia ao usar um molde plástico com baixo impacto visual.

O aparelho invisível dos anos 90 para a atualidade também evoluiu, ganhando cada vez mais adeptos por serem práticos, confortáveis e até garantirem resultados mais rápidos.

Mais ainda, com a tecnologia 3D, esses aparelhos se tornaram mais eficientes e produzidos com mais praticidade, tornando-se mais requisitados.

Abaixo abordaremos as diferenças do aparelho invisível com os metálicos e suas vantagens.

Aparelho invisível vs. Aparelhos metálicos

Por serem mais discretos, os alinhadores ou aparelhos invisíveis despertam mais interesse do público. Além disso, são removíveis, diferente dos metálicos.

Entretanto, o modelo é mais caro e exige mais disciplina (exatamente por serem removíveis) e mais cuidado.

O tratamento também pode ocorrer de modo mais rápido, entre 4 e 12 meses. A manutenção pode variar bastante - conforme a necessidade do paciente e desenvolvimento do quadro.

Contudo, de modo geral, a troca pode ser feita em casa a cada 14 dias (quando já houver o molde pronto), com acompanhamento profissional a cada 2 meses. No entanto, cabe dizer que esse tempo pode variar, inclusive durante o tratamento - se tornando mais espaçado.

Outra grande vantagem dos alinhadores invisíveis é que não há necessidade de manutenção de emergência, já que não há soltura dos bráquetes e fios. Contudo, o material é mais sensível, demandando cuidado no armazenamento - por exemplo.

Já o aparelho fixo metálico, apesar de ser muito eficiente, apresenta uma limpeza mais dificultada ao favorecer o acúmulo de resíduos na estrutura. Mais ainda, o consumo de alimentos muito duros para que não haja a quebra dos bráquetes também é recomendada.

A manutenção ocorre uma vez por mês durante o tratamento, que geralmente dura 2 anos.

Com essas informações há o entendimento de que os aparelhos invisíveis são uma grande inovação, mas que todos os modelos apresentam resultados eficientes e vantagens.

Independentemente disso, é necessário consultar o dentista para saber qual a melhor indicação para seu caso e explicar os desejos e incômodos relacionados ao sorriso.

Somente com essa orientação é possível desfrutar de um sorriso bonito que a ortodontia pode garantir de forma saudável e preservando a estrutura dental.

Conteúdo originalmente desenvolvido pela equipe da Clínica Ideal, plataforma especializada em marketing e gestão para consultórios e clínicas odontológicas.

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