Já adotada antes da pandemia em inúmeros países asiáticos, a medida passou a ser obrigatória, também, em território europeu e americano, devido ao avanço da pandemia

 

A partir do dia 7 de abril, é obrigatório o uso de máscaras de proteção em todos os locais públicos do estado de São Paulo. O decreto que oficializa a medida, aprovado pelo governador João Doria (PSDB), prevê detenção de até um ano e multa de R$ 276 a R$ 276 mil para quem descumpri-la.

A ansiedade causada pela recessão econômica que se desenha e pelo temor de perder a própria vida, ou a de pessoas próximas, pode dificultar um dormir tranquilo. Para estarmos mais protegidos, medidas de higiene e distanciamento social são essenciais no combate ao coronavírus.

Os especialistas também apontam que o uso de máscaras ajuda a conter a emissão de gotículas de saliva na atmosfera — um dos principais meios de contágio da doença.

A medida visa reduzir a disseminação do coronavírus, que, até o dia 5 de maio, já havia contaminado mais de 3,6 milhões de pessoas e matado cerca de 257 mil em todo o planeta. Confira outros lugares do mundo que adotaram o uso obrigatório de máscaras.

Ásia

Usar máscaras em locais públicos não é exatamente uma novidade em alguns países da Ásia, como Japão, Hong Kong, Coreia do Sul e China. O hábito já estava presente antes da atual pandemia, especialmente, em estações mais frias.

No Japão, já se via habitantes usando máscaras em locais públicos, onde havia uma grande concentração de público, como metrôs, ônibus e até escolas. Além de ser uma medida de proteção, para diminuir os riscos de contrair uma doença, a ideia de evitar incomodar outras pessoas é um valor muito forte na cultura japonesa. Assim, usar máscaras protege os indivíduos de tosses e espirros alheios.

No dia 1 de abril, o governo japonês anunciou que distribuiria duas máscaras de pano reutilizáveis a cada residência do país, a fim de achatar a curva de contaminação da população japonesa pelo coronavírus.

Já na Coreia do Sul, onde o número de novos casos de COVID-19 caiu para quase zero na primeira semana de maio, o retorno às aulas nas escolas está previsto para o dia 13. Contudo, estudantes e professores deverão usar máscaras, exceto durante as refeições, e manter distância enquanto circulam.

Europa

O uso obrigatório de máscaras não foi adotado somente na Espanha, Itália e França — principais epicentros da COVID-19 no continente europeu. Países como República Tcheca, Áustria e Eslovênia também adotaram a medida para conter a disseminação da doença.

Diferente da Ásia, onde fatores culturais já faziam do uso de máscaras algo recorrente, na Europa, a medida costumava ser vista como uma “imposição” que podia soar desrespeitosa e autoritária antes da atual pandemia.

No início, países como a França eram céticos sobre a eficácia do uso de máscara por toda a população e destinavam-nas apenas a quem trabalhava em serviços de saúde.

Contudo, a urgência de barrar o avanço do coronavírus no continente tornou a máscara um item obrigatório durante a pandemia e no período de transição para a retomada de atividades suspensas pela quarentena.

Na República Tcheca, a escassez de máscaras cirúrgicas usadas por profissionais de saúde fez o governo incentivar a produção caseira desse item entre a população. No Leste europeu, o uso da máscara tornou-se obrigatório para quem quer ir ao supermercado.

América

No Brasil, país que tem o segundo maior número de infectados do continente, inúmeras capitais já adotaram o uso obrigatório da máscara pela população em espaços públicos: Rio de Janeiro, Florianópolis, Belo Horizonte, Cuiabá, Campo Grande e Salvador, além de todo o estado do Maranhão.

Os Estados Unidos são o território com o maior número de óbitos nas Américas. Em 5 de maio, o país já havia ultrapassado 72 mil mortos pela COVID-19 e mais de 1,2 milhão de infectados.

No dia 6 de maio, a América Latina e a Central já havia registrado mais de 15 mil mortos. Em Buenos Aires, capital argentina, o uso de máscaras tornou-se obrigatório em meados de abril. Na mesma época, o governo federal equatoriano tornou-a obrigatória em todo o país, já que o território é o segundo maior foco da COVID-19 na região, atrás apenas do Brasil.

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