Comprar a casa própria é o sonho da maioria dos brasileiros, mas pagar à vista não é uma realidade para todos. Neste caso, é possível contar com o crédito imobiliário, cedido por bancos, governo e financeiras.

O financiamento de imóveis dispõe de um valor limitado por pessoa, onde as características dos ganhos e do histórico de pagador são avaliados antes do dinheiro solicitado ser cedido. Esse valor é transferido integralmente para o proprietário do imóvel, a vista, e posteriormente parcelado pelo cliente.

Para efetuar o pedido, vários fatores são considerados e avaliados com rigidez. Este é um processo árduo que demanda tempo e paciência, devido a toda burocracia e os trâmites que envolvem a compra.

Quesitos obrigatórios para o financiamento

Para que o dinheiro seja liberado, a pessoa deve ser maior de 18 anos e não pode possuir restrições em seu CPF junto aos órgãos controladores — o famoso “nome sujo”.

Além disso, deve portar alguma comprovação de renda, através de holerites ou, para os autônomos, através do Imposto de Renda e contratos de prestação de serviços.

Caso o indivíduo não atenda uma dessas obrigatoriedades, ele não pode dar entrada no pedido. Estes são apenas os itens básicos, demais comprovações podem ser pedidas por algumas instituições.

Qual a documentação necessária para dar entrada no financiamento

Assim como um pedido de empréstimo, o financiamento demanda muitos documentos comprobatórios. É essencial as versões originais e cópias do RG, CPF, Certidão de Nascimento, Certidão de Casamento (quando houver), comprovante de renda, comprovante de residência, Certidão de Tributos Federais e Dívida Ativa, extrato atualizado do FGTS e CTPS.

A maioria dos bancos pede apenas a carteira de trabalho, enquanto outros também solicitam extratos bancários e holerites. Os autônomos e profissionais liberais devem comparecer também portando as declarações de IR realizadas por pelo menos 2 anos consecutivos, essas mostram os rendimentos mensais e anuais.

Para que o banco aprove o candidato ao financiamento, é necessário que a parcela mensal não ultrapasse mais de 30% da renda. Sendo assim, um trabalhador que ganha R$ 3.000, por exemplo, não pode pedir um valor cujas parcelas ultrapassem R$ 900.

Os imóveis mais acessíveis podem ser adquiridos por pessoas com baixa renda através do Minha Casa, Minha Vida. Este programa do governo estimula o parcelamento do empréstimo para a compra de imóveis com um juros reduzido. Essas pessoas também devem apresentar uma documentação que comprove que não existem outros imóveis em seu nome.

O financiamento pode ser parcelado em até 420 vezes, que equivalem a 35 anos. Essa quantidade de pagamentos também varia com a ficha do comprador e os planos oferecidos pela entidade financeira. O programa do governo é mais rígido que as demais instituições e realiza suas transações pela Caixa Econômica Federal.

Saiba como é realizada a análise de crédito

A simulação de aprovação pode ser realizada pelo site dos bancos ou instituições financeiras. Ela é essencial para saber a probabilidade de conseguir a liberação. Nela, o valor total, número de parcelas e os juros são calculados de acordo com a modalidade escolhida pelo comprador.

Com esses dados em mãos é mais fácil encontrar a melhor taxa e condição para aprovação e pagamento. Após esse processo, é necessário comparecer à agência do banco escolhido e fazer a negociação presencial, a esta altura o imóvel já deve estar selecionado, com o valor previamente estipulado.

Após essa apresentação, o banco investiga toda a veracidade dos documentos e demais itens. Este processo pode demorar até 15 dias. Com o documento liberado, o comprador e o vendedor devem registrar a venda na unidade mais próxima do Cartório de Registro de Imóvel.

São cobradas taxas extras para que a documentação da transferência seja produzida, estas são calculadas com base no valor venal da casa, apartamento ou estabelecimento comercial adquirido.

O crédito não foi aprovado, como proceder?

As pessoas que não conseguiram o financiamento para imóveis na primeira tentativa podem optar por utilizar o FGTS como entrada ou acrescentar outras pessoas no financiamento. Quando um imóvel é adquirido por mais de uma pessoa, as rendas são somadas e as chances de aprovação dobram.

Aumentar o Score, número de avaliação designando as chances de pagamento, nos órgãos como o Serasa e o SPC, também aumenta as possibilidades. Para isso basta pagar as contas em dia e manter todas as informações atualizadas no cadastro dessas instituições.

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