Quando o assunto é poupança, hoje em dia, mesmo que grande parte das pessoas saiba que não é o melhor investimento, esse ainda é o lugar de destino para a maioria dos salários dos brasileiros. Isso porque a caderneta é vista como uma conta para guardar dinheiro e não necessariamente para investi-lo.

 

No entanto, é fundamental ter em mente que o segredo para ganhar o primeiro milhão, ou mesmo para conseguir mais facilmente aquela viagem de férias é multiplicar o patrimônio. A mentalidade do investimento ainda não está presente no dia a dia de todos, mas entender que não se trata de um bicho de sete cabeças é o primeiro passo para a mudança.

 

Isso não significa aplicar todo o patrimônio em ações muito voláteis, ser trader e conhecer os termos mais técnicos que envolvem o mundo financeiro, muito pelo contrário: trata-se apenas de ter o mercado a seu favor. Parece fácil na teoria, mas na prática é tão simples quanto.

 

Por isso, existem aplicações de renda fixa, menos complexas e destinadas, muitas vezes, para os investidores de primeira viagem. Com elas, é possível compreender como os investimentos funcionam e, no fim, ainda ter um rendimento interessante.

 

É o caso do CDB, ou certificado de depósito bancário, um título que oferece a praticidade da poupança, com rentabilidade muito melhor. Mas quem ainda não se convenceu disso, vale a pena observar este comparativo para entender como o dinheiro pode se multiplicar da melhor forma!

Antes de tudo, o que é CDB?

Os certificados de depósito bancário são títulos emitidos por instituições financeiras privadas, como bancos, para concessão de crédito a eles. Trata-se basicamente de um empréstimo e, como tal, é acrescido de juros, ou seja, ao comprar um CDB, o investidor recebe não apenas esse valor de volta no vencimento, mas também uma porcentagem a mais - a rentabilidade.

 

Obviamente, existem diversos CDBs, vindos de variados bancos pelo país. Isso significa que possuem condições diferentes e, portanto, nem todos são indicados para qualquer um. É preciso, então, conhecer seu perfil de investidor e ter definidos os objetivos com clareza para entender qual ativo é o mais apropriado.

 

No entanto, via de regra, bancos menores possuem títulos mais atrativos. Afinal, por não ser tão grande, é bastante provável que ele tenha problemas para obter recursos financeiros, então oferece CDBs melhores, quer dizer, com rendimento maior. Claro, é preciso também ponderar a situação, pois, ao mesmo tempo, instituições menores possuem mais risco de crédito — o temido calote.

CDB x poupança: quem sai na frente?

Nessa disputa, é importante avaliar alguns fatores decisivos que, por sinal, devem ser analisados no momento de compra de quaisquer outros investimentos: liquidez, rendimento, risco e custos. É importante ressaltar que a aplicação ideal não vai ser perfeita em todos os quesitos, mas possui um equilíbrio que a torna interessante a determinados investidores.

 

Isso porque cada um desses fatores se complementa entre si: a liquidez impacta diretamente no rendimento, que depende do risco e que, por sua vez, influencia os custos. Tudo está relacionamento, e o segredo para encontrar a melhor aplicação é saber ponderar quais pontos valem mais.

 

A liquidez da poupança, por um lado, é alta, ou seja, é possível sacar o dinheiro da conta imediatamente. Já nos CDBs, por outro lado, existem títulos com liquidez diária é outros com até D + 1, em que o dinheiro só vai na conta no dia seguinte. Nesse ponto, a caderneta sairia na frente, mas ainda é preciso avaliar as consequências que a alta liquidez traz.

 

O rendimento da poupança, além de ser menor em porcentagem, é calculado apenas no fim de cada mês. Na prática, quando é preciso retirar o dinheiro antes desse prazo, a rentabilidade não é atualizada, o que pode trazer ainda mais perdas ao investidor. Já os Certificados possuem atualização diária, isto é, caso o resgate seja feito antes do vencimento, não há chance de prejuízo.

 

Os riscos de ambos são baixos, isso é fato. É possível dizer, inclusive, que a poupança é ainda mais segura! No entanto, não significa muita coisa, isso porque, além de seguro, os títulos privados possuem respaldo do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), que faz o ressarcimento em até 250 mil reais por CPF em caso de calote.

 

Como resultado, ainda que a poupança seja segura e renda um dinheirinho a mais no fim do mês, a relação risco x retorno dos CDBs é bem mais vantajosa. Isso torna essa aplicação uma boa escolha para investidores conservadores, ou mesmo os mais arrojados que precisam de um ativo de renda fixa para diversificar a carteira.

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