A Secretaria de Portos (SEP) pretende lançar dia 23 de outubro as licitações de 31 áreas no porto de Santos e nos portos do Pará, o primeiro bloco dos novos arrendamentos. Em Santos, a estimativa é que os 11 novos terminais atraiam investimentos de R$ 1,4 bilhão e tenham capacidade para movimentar 27 milhões de toneladas por ano.

Santos terá um novo terminal para carga multipropósito, um para contêineres, três para líquidos, dois para fertilizantes, dois para grãos e dois para celulose. "Pode ser que haja mais um para grãos na Ponta da Praia, vai depender do resultado das audiências públicas", disse o ministro Leônidas Cristino, que esteve ontem no porto de Santos para vistoriar obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

Os novos terminais ficam em regiões como a Ilha Barnabé, Alemoa, Saboó, Macuco, Paquetá, Outeirinhos e Ponta da Praia. As cargas nessas regiões são praticamente as mesmas movimentadas nos terminais instalados e que estão com contratos vencidos ou a vencer. Serão aglutinadas em menos terminais para favorecer o ganho de escala na movimentação.

Haverá somente uma nova área no pacote. Será em Conceiçãozinha, na margem esquerda do porto, hoje sem operação portuária. Ela deverá receber um terminal de contêineres, ao lado do terminal da Santos Brasil, e outro de grãos.

Questionado sobre ainda não ter ido à Câmara dos Deputados prestar esclarecimentos sobre o suposto privilégio à Estruturadora Brasileira de Projetos (EBP) na elaboração de projetos para as licitações, Cristino confirmou presença nas próximas semanas. O convite feito pelo deputado federal Manoel Júnior (PMDB-PB) era para os dias 7 a 14 deste mês. "Falei com o deputado e irei na próxima semana ou na outra. Vou esclarecer as dúvidas que o parlamento tenha sobre essa autorização."

Cristino vistoriou também as obras de dragagem de acessos aos berços da Brasil Terminal Portuário (BTP), especializado em contêineres, e da Alemoa, região que opera líquidos.

Na semana passada, a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) conseguiu retomar os trabalhos, suspensos pela Justiça havia quase seis meses por suspeita de riscos ambientais. O contrato com a empresa de dragagem Van Oord, que realiza os trabalhos, é de R$ 36 milhões e tem prazo de 12 meses. A Codesp diz que a empresa tentará terminar o a obra em três meses.

carga                                                                                  Fonte: Acervo Portogente

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