Marcadas pela pouca eficiência apresentada e pelo trato rude com os funcionários e com prestadores de serviço, as atuais diretorias das companhias docas brasileiras parecem eternizadas no cargo e sem qualquer utilidade, especialmente após a centralizadora Lei 12.815. Mesmo evitando generalizar e cometer injustiças, são poucos os diretores que escapam da fúria dos portuários e, pior, do inconformismo da sociedade com o pouco caso da administração pública.

Portogente recebe, semanalmente, queixas de usuários e funcionários dos portos, que demonstraram esperança de mudanças quando, com a criação da Secretaria de Portos, o então ministro Pedro Brito prometeu gestão profissional nas companhias, com planos de metas a serem alcançados pelos seus indicados. No entanto, nada do que foi alardeado tornou-se realidade.

Alguns presidentes, como o da Companhia Docas do Rio de Janeiro (CDRJ), estão no cargo desde a criação da pasta, em maio de 2007. Em alguns outros estados, foram feitas muitas trocas, mas sem qualquer objetivo técnico. Os que mais contribuíram para o setor foram parar em altos cargos na iniciativa privada. O sentimento dos portuários é que as companhias docas foram esquecidas. Nem mesmo a saída do PSB - que indicou os dois primeiros ministros da Secretaria - do Governo Federal ocasionou uma análise para reestruturação das diretorias. Comenta-se até no interesse de esgotar as verbas disponíveis antes de futuras trocas.

O fato é que o grupo de diretores indicados pelo PSB (e não é uma exclusividade do Partido, afinal outros, como o PMDB fizeram o mesmo) deixarão um legado negativo, que corroeu a vocação portuária do Brasil, um país que desfruta de quase oito mil quilômetros de costa litorânea.

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