publicado originalmente no blog www.robertomoraes.com.br

Não é só no Estado do Rio de Janeiro, mas, também no Espírito Santo que não param de chegar projetos de terminais portuários com a finalidade de servirem de apoio às atividades de exploração de petróleo no litoral brasileiro.

O mais novo projeto fica localizado no litoral do município de São Mateus, ES, a 200 km ao norte de Vitória. É um projeto de R$ 2 bilhões, numa área de 1,5 milhão de m² de empresários capixabas que buscam apoio do príncipe Khaled Bin Al Waleed, integrante da família real da Arábia Saudita.

O príncipe que visitou o ES na última sexta-feira, com petrodólares no bolso está interessado em negócios no Brasil nas áreas de infraestrutura, logística, energia, óleo e gás e mineração. O príncipe disse que está interessados em investimentos de longo prazo com taxa de retorno de dois dígitos.

Foto: A Gazeta/ES

Governador capixaba Renato Casagrande cumprimenta o príncipe saudita Khaled bin Alwaleed

O projeto tem prazo estimado para 2016 e espera incentivos fiscais (como sempre) do estado do ES. Ele também prevê (como nos demais projetos do mesmo tipo, que quase poderia ser uma copia) um condomínio industrial metal-mecânico para empresas fornecedoras de bens e serviços.

Além disso, o projeto, que previa um píer para manutenção de plataformas, depois da visita do príncipe saudita, na última quinta-feira, ele teria sido ampliado para um estaleiro ao custo de R$ 750 milhões, numa área de 500 mil metros quadrados.

Como se vê, os projetos de porto ao sul do ES e ao norte do RJ são basicamente os mesmos. Quem possui uma área defronte ao litoral busca parceiros e investidores para implantar um terminal portuário, mesmo que em mar aberto.

Como a maioria dos projetos é para a indústria do petróleo fica evidente que sem negociações com que opera neste setor, as chances do(s) projeto(s) ganharem corpo são pequenas.

Mais ainda e por óbvio na disputa capitalista: os operadores de embarcações offshore e de apoio e manutenção destas preferem que mais projetos surjam, porque só assim, poderão ter opções para barganhar preços e condições. Sem acordo com estes operadores e com as petrolíferas as chances dos projetos irem adiante, está muito para além das intenções e mesmo das licenças ambientais. A conferir!

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