Técnicos da Gerência de Meio Ambiente da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) apresentaram, nesta semana, em Brasília, o Índice de Qualidade da Ambiental dos Portos Organizados aos dirigentes das administrações portuárias. A reunião serviu para que os representantes dos portos públicos tirassem suas dúvidas e fizessem sugestões para o aprimoramento do novo indicador da autarquia.

O Porto de Itajaí foi o porto brasileiro que apresentou melhor desempenho entre os cerca de 30 portos públicos pesquisados. O diretor da Antaq, Pedro Brito, salientou que a meta é que todos os portos atinjam a nota máxima do índice, que deverá ser medido semestralmente. “Nos casos em que o porto estiver fraco numa ou noutra exigência, nós enviaremos as orientações para que esses pontos fracos possam ser corrigidos”, explicou Brito.

A ideia, segundo o diretor da Agência, é divulgar o índice para a sociedade e para o mercado, para que ele seja um parâmetro para as decisões de negócios portuários e um padrão para a fiscalização da Agência. Para Brito, a gestão ambiental deve ser vista pelo dirigente portuário como tão importante quanto a gestão operacional.

O Índice – O índice de qualidade ambiental da Antaq foi desenvolvido pelo Centro Interdisciplinar de Estudos em Transportes – CEFTRU, da Universidade de Brasília (UnB), e já foi testado em 29 portos. Na avaliação realizada, Itajaí, Pecém e Imbituba foram os portos que atenderam ao maior número de conformidades (exigências) ambientais.

O índice da Antaq é composto de quatro categorias de indicadores (econômico-operacional, sociológico-cultural, físico-químico e biológico-ecológico), que têm por objetivo avaliar a governança ambiental, a gestão das operações portuárias, a educação e a saúde pública, o consumo de água, a qualidade do ar e o ruído e a biodiversidade (monitoramento da flora e da fauna na área do porto e entorno), entre outros.

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