Por Grace Souza
Ascom Suape

Suape completa, nesta terça-feira (07), 39 anos de uma história construída com o suor de muitos pernambucanos que lutaram para ver nascer um porto industrial no Estado. Quase quatro décadas depois, é notável a consolidação da zona industrial, abrigando fábricas de diversos setores que contribuem significativamente para o crescimento econômico de Pernambuco. O Porto de Suape, o mais importante e estratégico das regiões Norte e Nordeste, acumula recordes de movimentação de cargas ao longo dos últimos anos, firmando-se entre os principais atracadouros do país.

O porto-indústria abriga 100 empreendimentos instalados ou em fase de implantação, que geram mais de 18 mil empregos diretos. Outras indústrias e grandes projetos estão a caminho. O Aché Laboratório Farmacêutico vai instalar a maior fábrica do grupo no Complexo de Suape, com aporte de R$ 500 milhões, o maior anúncio de investimento privado no Brasil no ano passado. Serão 500 empregos diretos e 2,5 mil indiretos. O segundo terminal de contêineres (Tecon 2) está bem próximo de tornar-se uma realidade, com previsão de investimento da iniciativa privada da ordem de R$ 1 bilhão. Com a conclusão do Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEA), o projeto agora aguarda os trâmites do governo federal e deve estar no mercado no ano que vem.

Outros projetos devem ser concluídos em breve. É o caso dos parques de tancagem da Pandenor e da Decal, que já receberam autorização para ampliação através do Programa de Parceria de Investimentos (PPI) do governo federal, o que deverá aumentar de forma expressiva a movimentação de graneis líquidos no Porto de Suape. O mesmo PPI também contemplou a ampliação do Terminal de Açúcar da Agrovia, que passará a movimentar outros grãos. Um investimento de R$ 40 milhões que trará novas oportunidades de negócios.

Suape também já recebeu as propostas dos interessados em explorar o truck center, pátio de caminhões com 500 vagas estáticas e infraestrutura necessária para reduzir o tempo de descarregamento e embarque das cargas provenientes dos terminais localizados no porto. Há, ainda, uma série de outros projetos que devem sair do papel, como o terminal de regaseificação, o arrendamento do pátio de veículos e o terminal de minérios, que depende da conclusão da ferrovia Transnordestina.

Tudo isso mostra a importância e o potencial de Suape para o Estado e as regiões Norte e Nordeste. Em 2016, o porto fechou o ano com o recorde de 22,74 milhões de toneladas de cargas movimentadas, crescendo quase 15% em relação ao ano anterior. Essa taxa foi a maior entre os 10 maiores portos públicos do país, o que alavancou Suape para a 5ª posição no ranking nacional de movimentação de cargas. Este ano, os contêineres cresceram 22% no período de janeiro a setembro, um dos maiores recordes já registrados desde o início da operação do Tecon Suape em 2002.

“Seguimos aguardando a tão almejada devolução da nossa autonomia para que possamos tocar, com a rapidez que o momento requer, os projetos que ficaram estagnados desde a sanção da Lei dos Portos em 2013. Enquanto isso, seguimos planejando o nosso futuro. É primordial que tenhamos a estrutura pronta que, aliada à qualidade de nossa mão de obra, fruto de maciços investimentos do governo Paulo Câmara em educação, nos permitirá continuar a receber grandes empreendimentos”, ponderou o presidente de Suape, Marcos Baptista.

Suape também cuida das pessoas e do meio ambiente. Mais de mil hectares de mata atlântica, restinga e mangue estão em processo de recuperação, dentro de sua Zona de Preservação Ecológica, que possui 59% dos 13,5 mil hectares do território. O maior projeto habitacional em construção no Estado está sendo erguido no Complexo. Mais de 2,6 mil famílias serão beneficiadas com uma residência num local com infraestrutura e próximo de serviços públicos, como posto de saúde, transporte e escolas.

Olhando o passado e visando o futuro, o Complexo Industrial Portuário de Suape está colhendo os frutos do esforço do povo pernambucano e dos governos que acreditaram no potencial deste grande ativo da economia do Estado. “Por tudo isso, acreditamos que o futuro reserva tempos ainda melhores para o nosso complexo, ratificando sua vocação de ser um dos melhores ambientes de negócios do Brasil”, acrescentou o presidente Marcos Baptista.

Confira o depoimento de alguns colaboradores que dedicaram parte da sua vida aos 39 anos de Suape:

“Em 38 anos que trabalho aqui, entrei como estagiária, me tornei funcionária, fui chefe de divisão, gerente, assessora de comunicação e coordenadora de RH. Casei, tive minha filha, a criei e a eduquei. Ela também passou por aqui, onde conseguiu seu primeiro estágio e, depois de um tempo, conseguiu se formar. Recentemente, vi minha filha casando, sonho que conseguimos realizar graças ao meu trabalho em Suape”. - Glauce Maria Albuquerque de Melo, relações públicas.

“Posso dizer que Suape me possibilitou dar uma vida de qualidade aos meus filhos, boa educação e hoje eles são formados e independentes. Sou avó de um menino e aguardo a chegada do meu segundo netinho. Sempre mantive o bom humor mesmo nas adversidades, tentando manter um ambiente de trabalho mais agradável. Sou muito grata a Suape pelas minhas conquistas”. – Marinalva Araújo, técnica em administração.

“Comecei em Suape em 1980. Criei e eduquei sete filhos. Sem estudos, comecei a trabalhar no alojamento em Massangana, depois no Centro Administrativo, onde passei a integrar a equipe da Estação de Tratamento de Água. Também passei pela área portuária e retornei ao centro, onde trabalho até hoje. Aqui em Suape aprendi a ler e a escrever, eduquei meus filhos, que hoje estão formados, e consegui comprar a minha casa própria. Graças a Deus, à minha dedicação, ao trabalho e aos esforços, conquistei minha independência”. – Creuza Luzia de Paula, auxiliar operacional.

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