O Sindicato dos Empregados Terrestres em Transportes Aquaviários e Operadores Portuários do Estado de SP (Settaport) criou uma petição online clamando pela permanência dos terminais de grãos na Ponta da Praia, bairro da cidade portuária de Santos. O prefeito, Paulo Alexandre Barbosa (PSDB), trava uma batalha com a Secretaria de Portos (SEP) para retirar esses empreendimentos que há décadas estão ali instalados.

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A população que mora em prédios localizados nas proximidades dos terminais reclamam da poluição gerada pela movimentação de grãos. No entanto, trabalhadores ligados a essas empresas se queixam de que os terminais "já estavam lá antes da chegada em massa dos moradores".

A proposta da SEP, orientada pelo Governo Federal, é de licitar novas áreas com arrendamento unificado de armazéns. A Prefeitura de Santos indicou outros locais para a instalação desses empreendimentos, mas sem aceitação por parte da Secretaria e da Antaq.

Confira o texto da petição:

Mais de 20.000 (vinte mil) trabalhadores diretos e indiretos estão temerosos pela manutenção dos seus empregos no porto de Santos. Hoje, a cidade de Santos vive um impasse. Temos no bairro da Ponta da Praia o maior terminal de importação e exportação de produtos a granel do país e, nos últimos anos, este gigante ganhou vizinhos.

A atividade imobiliária avançou e as construtoras começaram a investir em terrenos bem próximos a área de movimentação de grãos. Inevitavelmente, os moradores passaram a sentir os efeitos desta convivência, especialmente, no período das safras de soja, açúcar e outros produtos.

Simplórios nas suas reações, o governo municipal e a Câmara decidiram que o terminal de grãos deve ser transferido para a área continental do município, uma operação demorada, cara, incerta, que pode trazer consequências nefastas para a mão de obra e resultar em forte abalo na economia local.

O Settaport está de acordo com a ideia de que a cidade precisa de ajustes para se adaptar a novas situações, mas exige que sejam iniciativas planejadas, sensatas e responsáveis, afinal, mudar o corredor de exportação para a área continental do município, como é cogitado ser feito, significa destacar e adequar um grande espaço para a construção de novos terminais, um novo cais e vias de acesso.

Até que se estude e defina o destino dos terminais de grãos, vamos lutar por uma política ambiental séria, que exija das operadoras de produtos a granel o uso de equipamentos modernos, eficientes, que evitem a poluição do ar. Também vamos repudiar e militar contra qualquer negociação que coloque em risco o emprego do trabalhador portuário.

Com este manifesto, decidimos expor o nosso desejo de avanços concretos, que possam garantir um futuro saudável para toda a população, para o Porto de Santos e seus trabalhadores.

Clique aqui para acessar a página da petição.

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