Quinta, 03 Abril 2025

O segundo dia da quarta edição da Offshore Technology Conference (OTC) Brasil, realizada de 24 a 26 último, no Riocentro, Rio de Janeiro, mostrou o potencial brasileiro de produção e exploração de petróleo – especialmente nas reservas do pré-sal – e de oportunidades de investimento. Durante o painel "Exploração e Desenvolvimento no Brasil: Oportunidades, Desafios e Perspectivas", executivos de companhias de petróleo que atuam no Brasil mostraram visões otimistas e defenderam incentivos por parte do órgão regulador para ampliar investimentos. Segundo Maxime Rabilloud, diretor-geral da Total E&P do Brasil, a companhia tem um plano de investimento em exploração e produção no Brasil de R$ 24 bilhões entre 2013 e 2018 e considera o país um mercado estratégico.

"Estamos investindo, mas a baixa do barril provocou uma adaptação do mercado em relação aos custos e agora o governo tem que ajudar com a criação de emprego", afirmou. "Vamos defender que os reguladores baixem as taxas para campos com menor capacidade de produção, alguns com descobertas de mais de 20 anos, mas que não foram desenvolvidos, como é o caso de Xerelete", disse Rabilloud.

O potencial exploratório do Brasil foi apresentado por Eliane Petersohn, geóloga-chefe da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). De acordo com a especialista, o pré-sal brasileiro já produz 10 vezes mais do que o pós-sal. "A produção do pré-sal é proveniente de 84 campos nas bacias de Campos e Santos, sendo responsáveis por apenas 10% da produção offshore brasileira. Nas rodadas previstas para os dois próximos anos, teremos ofertas onshore e offshore, para todos os perfis de operadoras", explicou.

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