O crescimento do País passa pela boa engenharia, e a falta de valorização da profissão é o principal desafio da Frente Parlamentar da Engenharia, Infraestrutura e Desenvolvimento Nacional. É o que aponta seu atual presidente, deputado federal Leônidas Cristino (PDT-CE), que inicia 2019 com foco na promoção desse debate no novo cenário político. Ele afirma que a Frente trabalhará “com lucidez e isenção” para apoiar projetos benéficos à sociedade brasileira, aos engenheiros e à industrialização.

LeônidasCristinoFoto: PDT na Câmara / Flickr.com

Criada em 2016, a Frente Parlamentar, com participação ativa da FNE, tem na sua pauta a criminalização do exercício ilegal da profissão (Projeto de Lei 6.699/2002), a instituição da carreira de Estado para engenheiros, agrônomos e arquitetos (Projeto de Lei da Câmara nº 13/2013), além de temas como os riscos da privatização da Eletrobras e a venda da Empresa Brasileira de Aeronáutica (Embraer). Cristino atesta que permanecem na agenda as privatizações da infraestrutura do País e que, para um equilíbrio nas decisões, é fundamental ouvir engenheiros, técnicos e demais profissionais.

Em recente entrevista à Federação Nacional dos Engenheiros (FNE), o ex-ministro dos Portos falou sobre engenharia, infraestrutura e desenvolvimento, em trechos que destacamos a seguir:

Engenharia, Infraestrutura e Desenvolvimento Nacional
Sou engenheiro e milito na área de infraestrutura e obras públicas há mais de 30 anos. Nosso objetivo é engajar empresas e profissionais do setor em busca de avanços não só para a categoria, mas também para a estrutura de contratação de obras e serviços públicos do País, aumentando a eficiência e reduzindo custos. Vamos trazer para o debate a pauta de privatização da infraestrutura nacional, como já fizemos este ano com audiência pública sobre a Eletrobras. É preciso discutir como e o que se pretende privatizar, o projeto é vantajoso ou lesivo ao interesse e à soberania nacionais? É fundamental ouvir os engenheiros, os técnicos, que veem as questões de maneira equilibrada.

Projetos no novo cenário político
Passaremos a promover discussões com membros da Câmara e do Senado, afeitos à área de engenharia, ciência, tecnologia e inovação, a fim de construirmos uma pauta de discussões ampla e aprofundada, de forma conjunta, com os antigos e novos membros de ambas as Casas do Congresso, integrantes dessa Frente Parlamentar.

Superação de desafios
As maiores dificuldades são de ordem cultural, pois ainda não há no Brasil um engajamento e conscientização geral das autoridades públicas quanto à importância dos profissionais das ciências exatas, em especial dos engenheiros, na construção de uma nação moderna e organizada. Sem um amplo estímulo aos profissionais de engenharia, muitas obras e serviços passam a ser mal projetados e executados, com perdas sistêmicas para toda a sociedade. O estímulo aos profissionais de engenharia é uma poderosa alavanca de desenvolvimento do País, como pôde ser observado em nações como Coreia do Sul e Japão que, em poucas gerações, superaram um histórico de pobreza por uma nova realidade de riqueza, prosperidade e geração de amplas oportunidades para a promoção de justiça social. Sem esses profissionais, pelo contrário, o processo de desenvolvimento de um país acaba ficando apenas no discurso, sem lugar para a tecnologia de ponta.

 

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